Júri de acusados pela morte de Valdir Cabeleireiro é adiado pela sexta vez

Julgamento estava marcado para esta quinta-feira (10), mas foi suspenso a pedido da defesa

O júri popular de Edgar Silva dos Santos e Patrick Ribeiro Tupinambá, acusados pela morte do cabeleireiro Valdir Macário, conhecido como Valdir Cabeleireiro, foi adiado mais uma vez em Salvador. A sessão estava prevista para esta quinta-feira (10/9), no Fórum Ruy Barbosa, mas não foi realizada. Este é o sexto adiamento do julgamento.

Segundo o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), o adiamento ocorreu a pedido da defesa dos acusados, por motivo de saúde. Uma nova sessão foi marcada para o dia 6 de outubro, também no Fórum Ruy Barbosa, na capital baiana.

Em nota, o TJ-BA informou que estava preparado para realizar o julgamento nesta quinta-feira, mas que o pedido da defesa foi apresentado apenas minutos antes do início da sessão.

Acusados são denunciados pela morte do cabeleireiro

De acordo com a denúncia do Ministério Público da Bahia (MP-BA), Edgar Silva dos Santos teria encomendado a morte de Valdir a Patrick Ribeiro Tupinambá, conhecido como Bagão. A motivação apontada na denúncia estaria relacionada a uma vingança motivada por ciúmes.

O crime aconteceu em 12 de novembro de 2016, dentro do salão onde Valdir trabalhava, em Salvador. A ação foi registrada por câmeras de segurança do estabelecimento.

Edgar e Patrick foram denunciados pelo MP-BA por homicídio qualificado em março de 2017.

Mandante teria confessado o crime

Após ser preso, Edgar confessou à polícia que seria o mandante da morte de Valdir. Segundo o relato apresentado na época, ele suspeitava que o cabeleireiro estaria ajudando o irmão, Reginaldo, a manter encontros amorosos com sua mulher.

Ainda conforme a denúncia, Edgar teria tentado matar Reginaldo no próprio salão de Valdir em 15 de outubro de 2016. Como Reginaldo sobreviveu, Edgar teria decidido se vingar do irmão e, segundo o MP-BA, encomendado a morte do cabeleireiro.

Apesar da confissão, Edgar não foi levado a julgamento naquele momento. Em novembro de 2017, o juiz Eduardo Augusto Leopoldino entendeu que o Ministério Público não havia conseguido comprovar que ele era o mandante do assassinato de Valdir.

Edgar foi preso novamente em 2020, durante uma ação da Polícia Militar no bairro de Itapuã, em Salvador.

Segundo a PM, ele tinha um mandado de prisão em aberto relacionado a outros crimes. A prisão não estava relacionada à investigação da morte de Valdir Cabeleireiro.

Na ocasião, Edgar era investigado por tráfico de drogas. Outro homem também foi detido durante a ação, mas, segundo as informações do caso, não tinha relação com o assassinato do cabeleireiro.

Julgamento já foi adiado seis vezes

A sessão desta quinta-feira seria mais uma tentativa de levar o caso a julgamento. As datas anteriores foram:

  • 8 de julho de 2025;
  • 23 de abril de 2026;
  • 10 de junho de 2026;
  • 6 de agosto de 2026;
  • 25 de agosto de 2026;
  • 10 de setembro de 2026, data do novo adiamento.

Entre os motivos apontados para os adiamentos anteriores estão problemas de saúde de um dos réus e incompatibilidade de agenda do advogado.

Agora, o julgamento está previsto para acontecer em 6 de outubro, no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador.

 

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