Suspeito de matar filha de PMs tem prisão preventiva mantida pela Justiça

A Justiça manteve, em prisão preventiva, o homem suspeito de matar Brenda Nicole Alves Brandão, de 21 anos, filha de dois sargentos da Polícia Militar da Bahia (PM-BA). Ricardo Neri Melo Junior, de 24 anos, passou por audiência de custódia nesta quarta-feira (9/9).
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Ricardo estava preso desde a última segunda-feira (7), quando se apresentou ao Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), em Salvador, acompanhado de um advogado. Na ocasião, ele foi ouvido pela Polícia Civil e teve a prisão em flagrante formalizada.
Defesa alega legítima defesa
O advogado de Ricardo Neri, José Antonio, afirma que o suspeito teria agido em legítima defesa durante a tentativa de assalto.
Em entrevista à Record Bahia na terça-feira (8), o defensor alegou que Brenda teria reagido à abordagem e avançado contra Ricardo. Segundo a versão apresentada pela defesa, o disparo que atingiu a jovem teria ocorrido de maneira acidental.
De acordo com o advogado, Ricardo teria acreditado que Brenda tentaria tomar a arma utilizada durante o assalto.
“Ela foi para cima de Ricardo e, pelo fato de ele ser alto, ele pensou que ela iria tentar até mesmo tomar a arma dele. Aí ele colocou uma mão, foi para a outra e acabou disparando a arma de fogo. Ele não tinha intenção de tirar a vida da vítima para poder subtrair o aparelho”, disse a defesa.
Relembre o caso
Brenda Nicole Alves Brandão, de 21 anos, foi morta durante uma tentativa de assalto na Avenida Jorge Amado, no bairro do Imbuí, em Salvador, no último domingo (6).
A jovem estava em uma motocicleta com o namorado quando um homem anunciou o assalto e exigiu que ela entregasse o celular. Segundo as informações sobre o caso, Brenda se recusou a entregar o aparelho.
Na sequência, o criminoso efetuou um disparo que atingiu o rosto da jovem e fugiu em direção ao interior do bairro.
Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada e realizou manobras de reanimação, mas Brenda não resistiu. A morte foi confirmada ainda no local.
No dia seguinte, Ricardo Neri Melo Junior se apresentou ao Deic, acompanhado de um advogado, e passou a responder pela suspeita de envolvimento no crime.
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