Homem é preso em Salvador por suspeita de vender macacos-prego ilegalmente

Polícia Civil apreendeu dois animais silvestres e investiga esquema de comercialização irregular; Ibama aplicou multa superior a R$ 200 mil

 Um homem foi preso em flagrante por suspeita de vender macacos-prego ilegalmente nesta quinta-feira (6/8), em Salvador. A ação foi realizada pela Polícia Civil da Bahia, com apoio da Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (COPPA), da Polícia Militar, durante uma investigação sobre a comercialização clandestina de animais silvestres.

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Segundo a Polícia Civil, o suspeito utilizava documentos falsos para dar aparência de legalidade às negociações dos animais. Durante o cumprimento da ação, os policiais localizaram e apreenderam dois macacos-prego, que eram mantidos em ambiente doméstico.

Investigação começou após apuração de possível estelionato

As investigações tiveram início a partir de uma ocorrência relacionada a um suposto estelionato envolvendo um falso roubo de motocicleta. No decorrer das diligências, os investigadores identificaram indícios de que os envolvidos também atuavam na comercialização ilegal de animais silvestres.

De acordo com a Polícia Civil, o suspeito já teria vendido pelo menos três macacos-prego, com cada animal sendo negociado por valores que chegaram a R$ 20 mil.

As apurações apontam ainda para a possível existência de uma estrutura organizada de tráfico de animais silvestres, envolvendo fornecedores, transportadores, intermediários e compradores.

Durante a fiscalização no imóvel onde os animais foram encontrados, os investigadores verificaram inconsistências na documentação apresentada pelo responsável pela posse dos macacos. Diante das irregularidades, ele foi conduzido para uma unidade da Polícia Civil, onde foi autuado em flagrante.

Além da prisão, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) aplicou uma multa superior a R$ 200 mil em razão das infrações ambientais identificadas.

Os dois macacos-prego apreendidos ficaram sob a responsabilidade dos órgãos ambientais competentes, que irão avaliar o estado de saúde dos animais e definir a destinação mais adequada.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros possíveis integrantes da rede de comercialização ilegal de animais silvestres e apurar a extensão do esquema criminoso.

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