“Pensei que ia morrer”: mulher denuncia ter sido arrastada por carro pelo ex-companheiro
Em entrevista ao FALA GENEFAX, Beatriz relatou momentos de desespero, denunciou um histórico de agressões e cobrou proteção da Justiça.

Beatriz Santos Pereira denunciou ter sido agredida e arrastada por um carro conduzido pelo ex-companheiro no último domingo (25), nas proximidades da Praça do Limoeiro, em Feira de Santana. O episódio aconteceu durante uma discussão envolvendo a entrega da filha do casal, de apenas 1 ano e 8 meses.
Em entrevista exclusiva ao jornalista Genefax, nesta quinta-feira (29), a mulher de 32 anos, mostrou os ferimentos nas pernas e contou que sofreu lesões nas costelas e na cabeça. Segundo ela, o ex-companheiro acelerou o veículo enquanto segurava sua mão, arrastando-a pela via até que fosse arremessada ao passar por um quebra-molas.
“Eu vou morrer e minha filha vai ficar como?”, lembrou Beatriz ao relatar os momentos de desespero.

A mulher perdeu a consciência e precisou de atendimento médico. Ela foi encaminhada ao Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), onde permaneceu internada até segunda-feira (26).
Discussão começou durante entrega da filha
Segundo Beatriz, o relacionamento durou cerca de dois anos e meio e foi marcado por agressões físicas e violência psicológica. Após a separação, os dois passaram a enfrentar conflitos relacionados à pensão alimentícia e às visitas da filha.
No dia da ocorrência, houve um desentendimento envolvendo a atual companheira do homem. Beatriz reconheceu que jogou uma bebida no rosto dela. Em seguida, segundo a denunciante, o ex-companheiro a agrediu com um soco, iniciando uma discussão que terminou com ela sendo arrastada pelo veículo.
Beatriz afirmou que conseguiu colocar a filha no chão antes de ser arrastada. A criança sofreu pequenas escoriações, conforme o relato da mãe.

Vítima teme novas agressões e cobra justiça
Após receber alta, Beatriz procurou a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) e solicitou uma medida protetiva. Ela contou que já havia denunciado episódios de violência em São Paulo.
“Eu não estou dormindo. Desde segunda-feira, eu não sei o que é dormir”, desabafou.

Desempregada e sem familiares próximos, Beatriz depende da ajuda de vizinhos para conseguir alimentos, medicamentos e cuidados durante a recuperação.
A mulher pede justiça e teme novas agressões. O caso foi levado à Polícia Civil para investigação. Até a última atualização, não havia confirmação sobre a concessão da medida protetiva nem manifestação direta do ex-companheiro sobre as acusações.
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