Justiça mantém prisão de PM investigado pelas mortes de vereador e assessor em Santo Amaro

Policial é investigado pelo assassinato do vereador Gleiber Júnior e de seu assessor Diego Castro.

A Justiça da Bahia decidiu manter a prisão do policial militar Isaac Santos da Boa Morte, de 28 anos, investigado por suspeita de participação nos assassinatos do vereador Gleiber da Mota Fernandes, conhecido como Gleiber Júnior, e do assessor parlamentar Diego Castro Reis, ocorridos em Santo Amaro, no Recôncavo Baiano.

A decisão foi tomada nesta quinta-feira (29), após audiência realizada na 3ª Vara das Garantias de Salvador. O militar havia sido preso na quarta-feira (28), durante a Operação Sombras da Madrugada, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia.

Durante a audiência, a Justiça analisou as circunstâncias do cumprimento do mandado de prisão contra o policial militar.

A magistrada responsável pelo caso concluiu que os procedimentos ocorreram dentro das exigências legais, com respeito aos direitos fundamentais do investigado e aos prazos previstos na legislação.

Dessa forma, o Judiciário validou o cumprimento do mandado e determinou que Isaac permanecesse preso. A decisão também prevê a comunicação ao Ministério Público e à defesa do policial.

Isaac foi localizado e preso no bairro de Abrantes, em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador. Além da investigação sobre as mortes do vereador e do assessor, o militar é alvo de outros três mandados de prisão relacionados a homicídios registrados em Santo Amaro.

Durante a mesma operação, os investigadores prenderam Wesley Rocha Barbosa, de 27 anos, no bairro de Novo Marotinho, em Salvador.

Segundo a Polícia Civil, ambos são investigados por participação no duplo homicídio ocorrido em 9 de novembro de 2025, em um sítio na zona rural de Santo Amaro.

Na ocasião, Gleiber Júnior, de 37 anos, e Diego Castro, de 23, foram assassinados a tiros. As investigações apontam a suspeita de que o crime tenha sido cometido mediante pagamento de recompensa financeira.

Um terceiro investigado por participação no caso permanece foragido da Justiça.

 

 

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