PF cumpre 44 mandados contra suspeitos de fraudes em licitações na Bahia e outros quatro estados

A Polícia Federal cumpre 44 mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (24/9) contra um grupo suspeito de envolvimento em fraudes em licitações e contratações diretas. A operação ocorre na Bahia, Piauí, Espírito Santo, Minas Gerais e Sergipe.

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Segundo a PF, a Justiça também determinou o bloqueio de R$ 3,4 milhões relacionados aos investigados. As apurações envolvem 56 procedimentos de contratação realizados em 31 municípios.

Na Bahia, os mandados estão sendo cumpridos em diferentes municípios. São oito em Itabuna, quatro em Ibirataia, e dois em cada uma das cidades de Eunápolis, Itapitanga, Salvador, São Felipe, Ubatã e Uruçuca.

Também há um mandado em cada uma das cidades de Feira de Santana, Itabela, Presidente Tancredo Neves, Teixeira de Freitas e Vitória da Conquista. Os nomes dos investigados não foram divulgados pela Polícia Federal.

Empresários e agentes públicos são investigados

Entre os alvos da investigação estão empresários e atuais e antigos ocupantes de cargos públicos municipais.

Segundo a Polícia Federal, as apurações identificaram indícios de uma atuação coordenada entre empresas, com possível simulação de concorrência e direcionamento de contratações.

Também são investigadas suspeitas de sobrepreço, faturamento de produtos que não teriam sido entregues e fornecimento de equipamentos usados apresentados como novos.

Investigação aponta possíveis irregularidades financeiras

A apuração também identificou movimentações financeiras consideradas suspeitas e possíveis pagamentos de vantagens indevidas a agentes públicos.

Entre as condutas investigadas estão:

  • atuação coordenada de empresas;
  • simulação de concorrência;
  • direcionamento de contratações;
  • sobrepreço;
  • faturamento de produtos não entregues;
  • fornecimento de equipamentos usados como se fossem novos;
  • movimentações financeiras suspeitas;
  • possíveis pagamentos de vantagens indevidas a agentes públicos.

Caso as suspeitas sejam comprovadas, os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, fraude em licitação e contrato público, falsidade documental, peculato e corrupção ativa e passiva.

As investigações seguem para esclarecer a participação de cada envolvido e a extensão das possíveis irregularidades nos contratos analisados.

 

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