Seis suspeitos pela morte de torcedor do Bahia têm prisão preventiva decretada

Decisão foi tomada após audiência de custódia em Salvador; ataque antes do Ba-Vi matou José Alexandre Souza Borges e deixou outras pessoas feridas.

A Justiça da Bahia converteu em preventivas as prisões em flagrante de seis homens investigados pela morte do torcedor do Bahia José Alexandre Souza Borges, de 28 anos. A decisão foi tomada nesta terça-feira (25), durante audiência de custódia no Fórum Criminal de Sussuarana, em Salvador.

As prisões foram analisadas pela 1ª Vara das Garantias da Capital. O Ministério Público da Bahia (MPBA) se manifestou pela manutenção dos investigados na prisão, com o argumento de garantir a ordem pública e preservar o andamento das investigações.

Segundo o MPBA, o ataque aconteceu no domingo (23), na Avenida 29 de Março, na região de Cajazeiras VIII, antes do clássico entre Bahia e Vitória no Barradão.

Quem são os seis investigados

Os suspeitos foram identificados como Caíque Santos Chaves, Guilherme Maia da Luz, Marcos Vinícius Costa Magalhães, conhecido como “Beethoven”, Néton Oliveira dos Santos, Sérgio Gabriel Reis dos Santos e Tiago Franco Barbosa Lima Silva.

Após a decisão, o grupo deverá permanecer no Complexo Penitenciário de Salvador à disposição da Justiça. A prisão preventiva é uma medida cautelar e não representa condenação.

A Polícia Civil continua investigando a participação de cada suspeito no ataque.

Investigação aponta ação planejada

A investigação policial aponta que dezenas de integrantes da Torcida Uniformizada Os Imbatíveis (TUI), ligada ao Vitória, teriam participado da ação. Segundo o MPBA, veículos foram usados para interceptar torcedores rivais e provocar a colisão de motocicletas.

Após a queda, as vítimas teriam sido cercadas e atacadas com facas, barras de ferro, pedaços de madeira, socos-ingleses, pedras e explosivos improvisados. José Alexandre sofreu várias perfurações por arma branca e morreu.

Outras vítimas conseguiram fugir ao buscar abrigo em áreas de mata e barrancos. Os seis presos também são investigados por tentativas de homicídio contra quatro pessoas, posse de artefato explosivo e promoção de tumulto.

Conforme a decisão judicial, um dos investigados foi reconhecido por vítimas como participante direto das agressões. Com ele, teriam sido encontradas roupas com vestígios de sangue e um soco-inglês.

Outros três suspeitos foram localizados entre 15 e 30 minutos após o ataque, a aproximadamente 300 metros do local. Eles apresentavam manchas aparentes de sangue nas roupas, nos calçados ou no corpo, segundo as informações encaminhadas à Justiça.

Sétimo suspeito também teve prisão convertida

Em outro procedimento relacionado aos episódios de violência registrados antes do Ba-Vi, a Justiça também decretou a prisão preventiva de um sétimo investigado.

Ele foi abordado na Avenida Afrânio Peixoto, no bairro do Lobato, dentro de um veículo ocupado por integrantes da torcida Os Imbatíveis. Conforme o MPBA, foram apreendidos um explosivo artesanal, rojões, socos-ingleses, canivetes, barras de ferro, tinta spray, cordas e faixas.

A torcida Os Imbatíveis divulgou uma nota na qual repudiou os episódios de violência, declarou que não compactua com práticas criminosas e afirmou que está disponível para colaborar com as investigações.

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