Homem é preso por cárcere privado, violência doméstica e descumprimento de medida protetiva
Suspeito de 48 anos é investigado por manter a companheira em cárcere privado, agredi-la fisicamente, ameaçá-la de morte e descumprir medida protetiva de urgência.

Um homem de 48 anos foi preso na quinta-feira (16/7), em Euclides da Cunha, no nordeste da Bahia, em cumprimento a mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão. Ele é investigado pelos crimes de descumprimento de medida protetiva de urgência, cárcere privado, lesão corporal, ameaça e injúria praticados contra a namorada, de 24 anos.
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Segundo a Polícia Civil da Bahia, o investigado já possui histórico de procedimentos policiais relacionados à violência doméstica e familiar e foi localizado sem oferecer resistência durante a ação.
De acordo com as investigações, a mulher teria sido vítima de sucessivas agressões físicas, incluindo socos, cabeçadas e golpes de faca.
A Polícia Civil informou ainda que, durante as agressões, o suspeito teria ameaçado a vítima de morte utilizando a arma branca e proferido ofensas, fatos que fazem parte das apurações conduzidas pela unidade especializada.
Vítima conseguiu escapar e pedir ajuda
As investigações apontam que o homem mantinha a companheira trancada dentro de casa em diversas ocasiões, impedindo que ela deixasse o imóvel.
Um dos episódios ocorreu entre a madrugada do dia 6 de junho e a manhã do dia seguinte. Conforme a investigação, a vítima conseguiu pedir ajuda aos vizinhos e, após deixar o imóvel, buscou abrigo na residência de uma amiga.
Com base nos elementos reunidos durante o inquérito, a autoridade policial representou pela prisão preventiva do investigado e pela expedição de mandado de busca e apreensão. Os pedidos foram autorizados pelo Poder Judiciário.
A operação foi realizada por equipes do Núcleo Especial de Atendimento à Mulher (NEAM) de Euclides da Cunha, com apoio da Delegacia Territorial do município e da 25ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (COORPIN).
O suspeito foi encaminhado à unidade policial, onde permanece à disposição da Justiça.
As investigações continuam para o esclarecimento completo dos fatos e o andamento do processo judicial. A Polícia Civil reforça que vítimas de violência doméstica podem procurar as delegacias especializadas ou acionar os canais oficiais de denúncia para solicitar proteção e atendimento.
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