Cabo da PM é morta a tiros em Salvador; marido, também policial militar, é apontado como principal suspeito
Suspeito se apresentou espontaneamente ao DHPP e caso é investigado como feminicídio.

A cabo da Polícia Militar Celeste Martins Oliveira do Nascimento foi morta a tiros na tarde de sexta-feira (3/7), no bairro do Barbalho, em Salvador. O principal suspeito do crime é o marido da vítima, o cabo Hermano, que também integra a Polícia Militar da Bahia.
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Segundo as informações apuradas, a policial foi encontrada sem vida dentro do apartamento onde morava com o suspeito, no Edifício Mirabeau Sampaio. Equipes da 2ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) foram acionadas para isolar a área e preservar a cena do crime até a chegada das equipes de investigação.
Policiais do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e peritos do Departamento de Polícia Técnica (DPT) realizaram a perícia no imóvel e providenciaram a remoção do corpo para os procedimentos legais.
Suspeito se apresentou à polícia
De acordo com a Polícia Militar da Bahia, o cabo apontado como autor dos disparos se apresentou espontaneamente ao DHPP, acompanhado de uma advogada. Ele permanece à disposição da Justiça enquanto o caso é investigado pelas autoridades.
Celeste e Hermano atuavam na área de inteligência da corporação. A policial era lotada na estrutura da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA).
As circunstâncias do crime seguem sob investigação da Polícia Civil.
SSP-BA lamenta morte e classifica o caso como feminicídio
Em nota oficial, a Secretaria da Segurança Pública da Bahia lamentou profundamente a morte da cabo Celeste Martins Oliveira do Nascimento, classificando o caso como feminicídio.
A pasta informou que todas as medidas necessárias para esclarecer o crime e responsabilizar o autor estão sendo adotadas pela Polícia Civil e pelo Departamento de Polícia Técnica.
A SSP-BA também reafirmou seu compromisso no enfrentamento à violência contra a mulher e manifestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas de farda da policial.
Polícia Militar anuncia medidas administrativas
Também por meio de nota, a Polícia Militar da Bahia informou que acompanha o caso e confirmou que o policial apontado como autor dos disparos compareceu espontaneamente ao DHPP acompanhado de advogada.
A corporação destacou que adotará as medidas administrativas cabíveis, independentemente da investigação criminal conduzida pelos órgãos competentes.
Além disso, lamentou a morte da cabo Celeste Martins Oliveira do Nascimento e reiterou o compromisso da instituição com a legalidade, a preservação da vida e a rigorosa apuração dos fatos.
O caso permanece sob responsabilidade do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa. A Polícia Civil busca esclarecer a dinâmica do crime e reunir elementos que subsidiem a conclusão do inquérito.
Se confirmada a motivação relacionada à violência de gênero, o caso será tratado como feminicídio, conforme prevê a legislação brasileira. Até o momento, a defesa do suspeito não se manifestou publicamente sobre as acusações.
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