TRISTE FIM: Jovem vai passar final de semana na casa de namorada e é encontrado morto; família diz que foi emboscada

Quando o filho lhe disse que ia passar apenas o final de semana na casa da namorada, na cidade de Mata de São João, Região Metropolitana de Salvador, a autônoma Patrícia Assis Lima, 38 anos, aguardava o jovem em casa na noite do último domingo (20/6), na Mata Escura. No entanto, ela esteve na manhã desta sexta-feira (25/6) no Instituo Médico Legal (IML) para liberar o corpo dele, João Vítor Lima da Silva, 20, encontrado a alguns metros da residência da nora.
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De acordo com a Polícia Civil, o corpo de João Vítor foi encontrado com marca de tiros, na tarde de quarta-feira (23), em uma localidade conhecida como Matadouro, me Mata de São João. “A autoria e a motivação do crime estão sendo apuradas pela DT de Mata de São João. Mais detalhes sobre o caso não podem ser divulgados, para não interferir no andamento das apurações”, diz nota da PC enviada ao CORREIO.

Porém, a família de João Vitor acredita que o crime foi fruto de uma emboscada. “Ele disse na sexta (18) que ia para casa da namorada e que só voltaria na segunda (21). Ela chamou ele, sendo que a mãe dela já havia ameaçado o meu filho. Durante uma briga há um mês, meu filho quebrou o celular da namorada. A mãe dela não gostou e disse que a filha não é cachorro sem dono, que ele ia pagar de uma forma ou de outra. Eles terminaram e voltaram há pouco tempo e ele acabou pagando com a vida”, desabafou Patrícia, pouco depois de liberar o corpo do rapaz.
Patrícia disse ainda que tem áudios de sustentam a sua desconfiança, de que o filho teria sido atraído para uma cilada. “Temos uma gravação da namorada dizendo pra ele: ‘Se você se sente seguro para vir, venha. Faça o que seu coração mandar’. Como se ela estivesse tentando convencê-lo a ir até ela. E meu filho seguiu o coração, porque amava demais e acabou morto”, declarou Patrícia.
Crime
João Vitor estava namorando com uma jovem de Mata de São João há cerca de oito meses. O casal havia terminado alguns vezes e reatado há poucos dias antes do crime.  Patrícia contou que João Vitor saiu de casa na sexta, na Mata Escura, para a casa da namorada. “Ele falou que ia dormir lá, com ela, e que voltaria na segunda à noite. Como ele a amava, achei que tinha decidido dormir por lá mais uma noite e vir na terça, logo cedo. Mas na madrugada (de terça), a namorada dele me ligou dizendo que tinham invadido a casa e levado ele”, contou a mãe de João Vitor.
A informação que Patrícia teve da nora foi que oito homens entraram na casa e retiraram à força João Vitor e desapareceram com ele, pouco antes da meia-noite de segunda. Na hora, estavam a namorada do rapaz e a mãe dela, que disseram a Patrícia que nada puderam fazer. “Inicialmente, ela disse que os homens não falaram nada, só pegaram ele e saíram. Depois ela falou outra coisa: que os bandidos acharam que ele era de uma facção. Num outro momento, contou que pegaram o meu filho porque chagava lá e não fala com o pessoal da área. Toda hora ela diz uma coisa”, desabafou a mãe.
No dia seguinte, a família de João Vitor foi à delegacia de Mata de São João para denunciar o desaparecimento do jovem. Além da mobilização de policiais civis e militares, a família também ajudou nas buscas pela cidade, no intuito de ter respostas sobre o paradeiro do rapaz, mas em vão. Hospitais, postos médicos foram alguns dos locais de peregrinação dos parentes.
No entanto, na véspera de São João, quarta-feira (23), a Policia Militar foi comunicada da existência de um corpo de jovem ainda em Mata de São João. Era João Vitor.  “Policiais militares da 53ª CIPM foram acionados logo após receberem informações sobre a localização do corpo de um homem na região conhecida como Matadouro, no município de Mata de São João, na tarde de quarta-feira (23). A área foi isolada e o Departamento de Polícia Técnica (DPT) acionado para realizar a perícia e a remoção do corpo. O fato será investigado pela Polícia Civil”, diz nota da PM enviada ao CORREIO.
O pai de João Vítor, o cobrador Saulo Roberto Brito da Silva, 40, acredita também que o filho foi emboscado. “As duas armaram para ele. Meu filho estava com marcas de tiros e tudo indica que houve requinte de crueldade, porque havia cortes no corpo. Mas acredito que Deus não vai deixar passar isso. Se a justiça dos homens falhar, a justiça de divina nunca falha”, finalizou, após deixar o IML, junto com Patrícia.
O enterro de João Vítor está marcado para às 10h30 deste sábado (26), no Cemitério Municipal de Brotas.

 

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