Apontado como chefe do tráfico em Salvador, “Betinho Baiano” é preso no Rio
Humberto da Silva Santos Filho é investigado por tráfico de drogas, organização criminosa e homicídios

Humberto da Silva Santos Filho, conhecido como “Humbertinho” ou “Betinho Baiano”, foi preso na manhã desta quarta-feira (29), durante uma operação conjunta das polícias civis da Bahia e do Rio de Janeiro. A ação ocorreu na comunidade de Senador Camará, na região de Bangu, Zona Oeste da capital fluminense.
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Segundo informações divulgadas pelas forças de segurança, dez pessoas foram capturadas durante a operação. Os alvos são investigados por ligação com uma organização criminosa que atua no tráfico de drogas e em outros crimes violentos nos estados da Bahia e do Rio de Janeiro.
Humberto é apontado pela polícia como uma das lideranças do tráfico nos bairros do Arenoso e Fazenda Grande do Retiro, em Salvador. Ele integra o Baralho do Crime da Secretaria da Segurança Pública da Bahia, onde ocupa a carta Sete de Copas.
A inclusão no sistema de procurados ocorreu em 2022. Na época, a SSP informou que Humberto era indiciado por organização criminosa e tráfico de drogas e tinha atuação atribuída aos dois bairros da capital baiana.

As investigações apontam que o suspeito estava escondido no Rio de Janeiro havia vários anos. Ele foi localizado após um trabalho de inteligência conduzido pela Polícia Civil da Bahia, que compartilhou as informações com as equipes fluminenses.
A operação também apura uma possível ligação entre integrantes do Terceiro Comando Puro com atuação nos dois estados. Conforme a investigação, o grupo teria estruturado uma rede interestadual voltada à comercialização de drogas e à prática de crimes relacionados a disputas entre organizações criminosas.
Humberto também é investigado por envolvimento em homicídios. A condição dele, no entanto, é de investigado nesses casos, e não foram divulgados detalhes sobre os processos ou episódios atribuídos ao suspeito.
Os dez presos foram encaminhados para os procedimentos legais. Até a publicação desta matéria, as polícias não haviam informado quais materiais foram apreendidos nem divulgado a identificação dos outros capturados.
As investigações continuam para identificar novos integrantes, esclarecer a participação de cada suspeito e apurar a extensão da atuação do grupo nos dois estados.
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