O Instituto Vida é uma entidade sem fins lucrativos com mais de 80 anos de atuação no Brasil e no mundo. A organização trouxe para Conceição do Jacuípe e região o Projeto + Saúde. São dezenas de voluntários que atuam na região, levando para a população informações de como melhorar a saúde e evitar doenças relacionadas ao estilo de vida.
Os voluntários usam crachá de identificação, onde na parte da frente é possível visualizar seus nomes, foto e o nome do projeto. Na parte de traz do crachá, consta o nome e a logomarca da Faculdade Adventista da Bahia, mais uma vez o nome do projeto, além de um texto identificando as atribuições do voluntário e o CNPJ da organização responsável.
O portal Berimbau Notícias participou, nesta quarta-feira (5/6) em Conceição do Jacuípe, de um dos treinamentos dado aos voluntários sobre o combate a diabetes e conversou com o responsável Valter Santos, que nos explicou um pouco mais sobre o Projeto + Saúde e a resistência da população à iniciativa.
Valter Santos é consultor de saúde, com trabalhos em diversos países, e ministra os treinamentos em Conceição do Jacuípe e região. Ele explica que os voluntários não estão autorizados a medicar, não podem interferir no tratamento médico que a pessoa esteja realizando, não podem prescrever ou retirar o uso de medicamentos alopáticos.
Os voluntários estão preparados para orientar sobre doenças relacionadas ao estilo de vida (como diabetes, hipertensão etc.), como melhorar o estilo de vida e possuem manuais elaborados pela equipe médica da instituição.
Ele explica que o pessoal do projeto tem enfrentado dificuldades na cidade, pois a população está amedrontada. Muitas pessoas ficam desconfiadas do trabalho dos voluntários, pensando que eles são assaltantes. Ainda ressalta que na dúvida, a pessoa pode verificar as informações no crachá e entrar em contato com a instituição.
O trabalho é realizado em parceria com diversas instituições, como UNASP – Centro Universitário Adventista de São Paulo, a FADBA – Faculdade Adventista da Bahia, Hospital Adventista Silvestre (RJ), o Hospital Adventista de Belém, dentre outras. Conta ainda com uma rede de profissionais tais como médicos, psicólogos, fisioterapeutas e nutricionistas, que juntos elaboramos os materiais para ajudar a população.
A fase inicial do projeto é apurar quais são as doenças mais comuns na cidade. Assim, a equipe é treinada para lidar com essas doenças e ajudar a população. Em Conceição do Jacuípe, a ênfase é no combate a diabetes, porém também são passadas orientações para diminuir o risco de adquirir câncer, pressão alta e outras doenças relacionadas ao estilo de vida. Além de ensinamentos para melhorar a qualidade de vida daquelas pessoas que já convivem com algumas dessas doenças.
“Eu aprendi que em todos os lugares, as pessoas são as mesmas e precisam de orientação, se alimentam errado e estão morrendo desnecessariamente”, comenta Valter. Ele também explica que é realizado um trabalho na área da psicologia, para que os voluntários saibam lidar com as pessoas quando chegarem em suas casas.
Ronaldo Oliveira de Souza tem 42 anos e é natural de Santaluz-BA. Ele que tem família em Conceição do Jacuípe, veio exclusivamente por causa do projeto. Ele já esteve em Esplanada e Acajutiba, ambas cidades baianas.Ronaldo explica que é importante ajudar as pessoas a entenderem como ter uma vida saudável e consequentemente viver melhor. E destaca a seriedade do Instituto Vida, entidade presente em todo o mundo, através da qual diversas pessoas têm sido curadas do câncer.
Outra voluntária é Jéssica Souza Batista da Conceição de 24 anos. A jovem é do município de Inhambupe-BA e destaca a importância de levar conhecimento para as pessoas, para que elas possam se prevenir dessas doenças. Ela destaca que é essencial que as pessoas vivam com qualidade. E deixa como recado para a população conjacuipense, que possam receber os voluntários, pois a visita mudará a vida dessas pessoas, porque o conhecimento que será passado é muito valioso. Jéssica ainda destaca a importância da identificação dos voluntários através do crachá.