REENCONTRO: Paulo Falcão promove reunião de ex-funcionários e amigos da Usina Itapetingui

Abraços carinhosos e muitas histórias para contar. Assim foi o Encontro dos Empregados e Amigos da Usina Itapetingui. A reunião saudosista e muito emocionante foi organizada por Paulo Falcão, com o objetivo de proporcionar o reencontro de pessoas que em muitos casos não se viam há décadas, a exemplo do senhor Abílio Bitencourt e da sua esposa Edna Penelú Bitencourt.

Ele trabalhou durante 30 anos na usina, chegou como auxiliar de escritório e posteriormente foi promovido a chefe de departamento pessoal. Ele foi ao evento com a esposa dona Consuelo, os filhos, nora e genro e expressou a gratidão por rever os amigos. Aproveitou a oportunidade para agradecer a Deus por ter tido a chance de comparecer ao encontro, mandou um forte abraço a todos os presentes, saudou àqueles que já partiram desse plano e expressou gratidão a Paulo Falcão, a sua família e a todos os envolvidos na organização da confraternização.

A história da Usina Itapetingui remota ao início dos anos 1920, mas na década de 1940 a empresa passou para a posse da família Falcão até o encerramento das suas atividades no ano de 1998. Alguns dos ex-trabalhadores da usina já faleceram, mas seus familiares fizeram questão de comparecer. Caso da família do senhor Antônio Bertulino, que exercia a função de gerente de escritório.

Nilza “de vestido floral” reencontra suas professoras

Dona Nilza Maria é sobrinha do Antônio, mas foi criada por ele e morou na usina dos 2 aos 16 anos de idade. Ela estudou na Escola Leonardo Pinto e na ocasião reencontrou as professoras. Ela conta que a Usina promovia muitas festas e que ela já foi escolhida Rainha da Primavera. Revela ainda que todos viviam como uma grande família e expressa a saudade que sente do local e das pessoas.

A Usina Itapetingui possuía 400 casas e mais de 2.000 moradores. A saúde e a educação oferecidas no local era de altíssima qualidade, a área social era fantástica e a infraestrutura do local impressionava e era referência.

Mário Murici Santos chegou na usina em 1966, recém formado em Agronomia e lá permaneceu por 34 anos. Ele fala da estrutura do local, que oferecia moradia, saúde, educação, segurança e muito mais aos funcionários e moradores. Ele também revela o quando aprendeu na empresa, já que chegou inexperiente e desenvolveu uma longa carreira na instituição.

Seu Francisco está no meio

No encontro foram expostas fotos da época da usina e num telão de LED foram mostrados depoimentos de ex-funcionários e filhos desses. Muitas crianças nasceram e cresceram na usina, foram estudar fora e voltaram para trabalhar. Em depoimento, Francisco Pereira Sidreira de 81 anos, 40 destes trabalhando na empresa, explica que a usina foi uma escola de retidão, onde ninguém se perdeu se enveredando para o mau caminho.

Num depoimento emocionante, Eloína Gomes de Pinho falou da importância da usina em sua vida: “sou filha da usina com muita honra e muito amor”. Ela nasceu e cresceu no local, foi estudar fora e voltou para trabalhar como professora, função que exerceu por 26 anos. Emocionada, ela revela o afeto que sente pela Usina Itapetingui: “melhor lugar do mundo para se viver, uma escola de vida”.

A emoção de trabalhar na Usina é compartilhada por todos os funcionários. Ricardo Falcão fazia parte da diretoria da empresa e sabe da sensação de trabalhar num ambiente tão aconchegante e familiar. Ele ainda expressou a imensa tristeza que sentiu quando teve que anunciar aos funcionários que a Usina iria fechar, pois sabia o que o local representava para àqueles que ali viviam.

Noêmia Dias Sidreira Fernandes de 54 anos nunca trabalhou na Usina, mas a sua história deixa claro a importância desse lugar na vida de muitas pessoas. Ela nasceu na usina, onde seus pais se conheceram. O pai dela trabalhou a vida toda em Itapetingui, mais de 35 anos e saiu de lá aposentado.

Ela falou da emoção de morar na usina e afirma que a existência do lugar foi algo tremendo e conclui: “agradeço muito a família Falcão por tudo que nos proporcionou aquele lugar. Local abençoado”.

Paulo Falcão também falou sobre suas memórias na Usina Itapetingui. Emocionado, lembrou dos colegas de trabalho, dos amigos de décadas e da experiência inesquecível de partilhar momentos tão marcantes com pessoas mais que especiais. Ele ainda fez questão de salientar a competência dos funcionários de Itapetingui, profissionais de excelência.

Durante a exibição dos depoimentos Paulo estava bastante emocionado e lágrimas escorreram dos seus olhos diante de tantas lembranças, da saudade do local e das pessoas que lhe traz tanto afago.

Muitos ex-funcionários e moradores expressaram a saudade que sentem do local e afirmam que se pudessem voltariam a viver na Usina. Esse encontro ficará para sempre marcado no coração dos presentes.

 

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