Nikolas Ferreira e aliados apoiam possível fuga de Flávio Bolsonaro do Brasil
Parlamentares de Minas Gerais denunciam suposta perseguição política após decisão do STF

A possível saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil, após sua derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições de domingo (25), provocou reações entre aliados políticos nesta terça-feira (27). O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e outros representantes da direita mineira manifestaram apoio ao senador e acusaram o Judiciário de perseguição política.
A movimentação ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar que Flávio entregasse seus passaportes à Polícia Federal. O senador não cumpriu o prazo estabelecido, e a PF passou a investigar informações sobre sua possível saída do território brasileiro.
Nikolas Ferreira usou as redes sociais para criticar a situação enfrentada por Flávio Bolsonaro. Em uma publicação, o deputado questionou a segurança de cidadãos que fazem oposição ao governo federal.
Inicialmente, Nikolas tratou a saída do senador como um fato. Entretanto, após a repercussão, alterou a mensagem e acrescentou a palavra “supostamente”, reconhecendo a falta de confirmação naquele momento.
O parlamentar também afirmou que a possibilidade de anular o resultado do segundo turno presidencial era praticamente nula. Além disso, orientou os apoiadores de Flávio a evitarem manifestações nas ruas e adotarem cautela diante do resultado eleitoral.
O deputado federal Zé Vitor (PL-MG), presidente do PL em Minas Gerais, também criticou a situação. Ele alegou que adversários políticos enfrentam perseguição e defendeu medidas para garantir segurança jurídica.
Já o vereador de Belo Horizonte Vile Santos (PL) foi mais direto e declarou apoio à possibilidade de Flávio deixar o Brasil. Na avaliação do parlamentar, a saída seria justificável diante do que ele considera perseguição judicial.
As acusações representam opiniões dos aliados bolsonaristas e não comprovam a existência de perseguição política por parte do Judiciário.
O impasse começou na segunda-feira (26), quando Alexandre de Moraes determinou que Flávio Bolsonaro entregasse seus passaportes à Polícia Federal em até 24 horas.
A decisão ocorreu no âmbito de uma investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Os investigadores também consideraram declarações do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que havia defendido a saída do irmão do país em caso de derrota eleitoral.
Flávio negou inicialmente que pretendesse fugir e afirmou que cumpriria a decisão judicial. Entretanto, o prazo terminou às 11h desta terça-feira (27), sem a entrega dos documentos.
Diante do descumprimento, a Polícia Federal cancelou os passaportes brasileiros comum e diplomático do senador.
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