Suspeito de enganar candidatos com falsas vagas de emprego em Feira de Santana é alvo de operação

Um homem de 30 anos, investigado por aplicar o golpe da falsa entrevista de emprego em Feira de Santana, foi alvo de um mandado de prisão preventiva nesta terça-feira (27/10). A ação foi realizada de forma integrada pelas Polícias Civis da Bahia, do Paraná e de Mato Grosso do Sul. O suspeito já estava custodiado em uma unidade prisional sul-mato-grossense por outro caso de estelionato.
Além da prisão preventiva, os policiais cumpriram seis mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao investigado. O golpe teria ocorrido em agosto deste ano, quando ele ofereceu falsas vagas de emprego no município baiano.
Segundo as investigações, o homem alugou uma sala comercial no Centro de Feira de Santana e convocou candidatos por meio de um aplicativo de mensagens para participar de entrevistas em uma suposta empresa do setor farmacêutico. As oportunidades anunciadas ofereciam salários de aproximadamente R$ 8 mil.
Suspeito usava reconhecimento facial para obter dados das vítimas
Durante as entrevistas, os candidatos eram orientados a colocar os celulares no modo avião e realizar procedimentos de reconhecimento facial, incluindo fotografias e gravações de vídeos. Conforme a Polícia Civil, o suspeito justificava que essas etapas eram obrigatórias para a admissão na empresa.
De acordo com o delegado José Marcos Lima, titular da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR) de Feira de Santana, após coletar os dados pessoais dos candidatos, o homem deixou o estabelecimento levando uma mala e não retornou.
Dados foram usados em operações financeiras fraudulentas
As apurações indicam que as informações obtidas durante as falsas entrevistas foram utilizadas para contratar empréstimos bancários, financiar veículos e realizar transferências financeiras fraudulentas.
Entre as operações identificadas pela investigação está o financiamento de uma caminhonete avaliada em cerca de R$ 200 mil.
A Polícia Civil continua investigando o caso para calcular os prejuízos financeiros, identificar possíveis envolvidos e determinar quantas pessoas foram vítimas do golpe.
A operação foi coordenada pela DRFR de Feira de Santana, unidade vinculada ao Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), com apoio das Polícias Civis do Paraná e de Mato Grosso do Sul, por meio de unidades do mesmo departamento.
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