Flávio Bolsonaro diz que foi intimado pela PF a entregar passaportes e está proibido de deixar o Brasil

Senador afirma que a medida foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, nesta segunda-feira (26), que foi intimado pela Polícia Federal (PF) a entregar seus passaportes e que está proibido de deixar o Brasil. Segundo o parlamentar, a determinação partiu do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), um dia após sua derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio relatou que recebeu a intimação ao deixar a residência do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em Brasília. De acordo com o senador, agentes da Polícia Federal o abordaram na rua, nas proximidades do imóvel, para comunicar a medida.

“Fui intimado a entregar os meus passaportes e também estou proibido de deixar o país”, declarou.

Flávio Bolsonaro nega intenção de fugir do Brasil

Segundo Flávio, a determinação judicial teria como fundamento uma declaração feita por seu irmão, Eduardo Bolsonaro, na última sexta-feira (23). Na ocasião, Eduardo defendeu que o senador deixasse o Brasil caso fosse derrotado nas eleições.

O parlamentar contestou a justificativa e afirmou que nunca manifestou intenção de sair do país. Além disso, garantiu que cumprirá a determinação, embora considere a medida uma tentativa de intimidação.

“Vou entregar meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar. Mas ninguém vai me calar”, afirmou.

Flávio também questionou o momento da decisão, que, segundo ele, teria sido tomada na noite de domingo (25), logo após a divulgação do resultado eleitoral. O senador atribuiu motivação política à medida, alegação que não foi comprovada.

Lula vence segundo turno com 51,79% dos votos

A declaração de Flávio Bolsonaro ocorreu um dia após a confirmação da reeleição de Lula. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o presidente recebeu 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos votos válidos. Já Flávio conquistou 59.826.041 votos, somando 48,21%.

Após a derrota, o senador questionou o processo eleitoral e anunciou que pretende recorrer à Justiça para pedir a anulação do resultado. Entre os argumentos apresentados, Flávio criticou a decisão que ampliou o horário de votação em determinadas localidades. As acusações de favorecimento eleitoral não foram comprovadas.

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