Lula aceita 19 exigências de Flávio Bolsonaro e aumenta pressão pela abertura de sigilos
Presidente concordou com as condições apresentadas pelo adversário

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aceitou as 19 condições apresentadas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) para a abertura de sigilos bancários, fiscais e telefônicos. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (21) pelo senador Camilo Santana (PT-CE), integrante da coordenação da campanha petista.
A resposta será formalizada nesta quinta-feira (22), às 11h, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Entretanto, Lula condicionou a aceitação das exigências à abertura dos sigilos de Flávio Bolsonaro e de seus familiares, conforme o desafio lançado durante o debate presidencial da Band, no último domingo (18).
Flávio Bolsonaro apresenta 19 exigências para abrir sigilos
O candidato do PL apresentou uma lista com 19 condições, incluindo a divulgação de informações financeiras de empresas ligadas aos filhos de Lula, dados do Instituto Lula, registros de gastos da primeira-dama Janja e informações telefônicas de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente.
Além disso, Flávio solicitou informações sobre encontros envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, registros de visitantes dos palácios presidenciais e despesas realizadas com cartões corporativos.
O senador também manifestou disposição para abrir seus próprios sigilos bancários, fiscais e telefônicos dos últimos 20 anos, desde que suas exigências sejam atendidas.
Campanha de Lula cobra reciprocidade
Durante entrevista coletiva, Camilo Santana afirmou que o presidente não pretende recuar diante das condições apresentadas pelo adversário.
“Todas as condicionantes que ele colocou, a única resposta que o presidente tem é dizer que não se opõe a absolutamente nada. Contanto que ele também cumpra e abra tudo”, declarou.
A campanha petista já havia protocolado, na terça-feira (20), uma autorização para abertura dos dados de Lula e de familiares referentes aos últimos oito anos, condicionada à mesma medida por parte de Flávio.
O impasse ocorre na reta final da campanha presidencial, antes do segundo turno marcado para domingo (25 de outubro).
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