Após mais de 11 anos, assassino confesso de “Liminha” se entrega à polícia
Condenado pelo homicídio ocorrido em Amélia Rodrigues se apresentou acompanhado de advogado

O assassino confesso de Edwilhames Santos dos Anjos, conhecido como “Liminha”, se entregou à polícia na segunda-feira (19), na Central de Flagrantes de Feira de Santana. Isanaldo Cerqueira Carvalho compareceu à unidade policial acompanhado de seu advogado e familiares, após a expedição de um mandado de prisão decorrente de sua condenação definitiva pelo homicídio ocorrido em Amélia Rodrigues.
O caso teve uma reviravolta após o Ministério Público recorrer da sentença inicial. Em novembro de 2024, o Tribunal do Júri condenou Isanaldo a 7 anos e 9 meses de prisão, em regime semiaberto. Entretanto, a Justiça acolheu o recurso e aumentou a pena para mais de 10 anos, em regime fechado, conforme informações repassadas pela família da vítima.
A apresentação do condenado trouxe alívio aos familiares de Liminha, que aguardavam o desfecho judicial desde o assassinato, ocorrido há mais de 11 anos.
Em relato ao FALA GENEFAX, um familiar destacou o sofrimento enfrentado durante esse período e afirmou que a prisão não representa motivo de comemoração.
“A gente não está feliz porque ele está preso, a gente só ficou aliviado”, declarou.
O familiar também lembrou que muitas pessoas desacreditavam na punição do responsável pelo crime. Para a família, a decisão representa uma resposta da Justiça, mesmo depois de tantos anos.
“Toda vez que a gente toca nesse assunto, que vem à tona, machuca a gente. Um assassinato, uma prisão, várias famílias destruídas, não vai deixar ninguém feliz”, desabafou.
Relembre o assassinato de Liminha
O crime aconteceu em 1º de maio de 2015, na esquina da Rua Engenheiro Garcez de Aguiar com a Avenida Presidente Arthur Costa e Silva, em Amélia Rodrigues.
Na ocasião, Liminha, que tinha 30 anos e trabalhava como operador de máquinas, foi morto a tiros após uma discussão. Durante o julgamento, a defesa sustentou a tese de legítima defesa, mas os jurados condenaram Isanaldo por homicídio simples.
A vítima deixou uma filha, que tinha apenas 1 ano e 10 meses na época do assassinato. O crime provocou forte comoção entre familiares, amigos e moradores do município.
Após mais de uma década de espera, a família afirma que a prisão trouxe o sentimento de alívio, embora a perda continue presente.
“Mesmo tarde, talvez não tão como fosse merecedor, mas pelo menos a justiça foi feita”, afirmou o familiar.
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