PF vai investigar incêndio que atingiu prédio da Universidade Federal de Pernambuco
Peritos federais foram enviados ao local; reitor estima prejuízo de R$ 100 milhões e afirma que pesquisas de 20 anos foram perdidas

A Polícia Federal (PF) vai instaurar um inquérito para investigar o incêndio de grandes proporções que atingiu um prédio da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), na noite de quarta-feira (7/10). O fogo provocou danos principalmente em uma estrutura onde funcionavam diversos laboratórios da instituição.
Segundo a PF, a investigação terá como objetivo apurar as circunstâncias e as possíveis causas do incêndio. A corporação informou que já conversou com o reitor da UFPE, Alfredo Gomes, e com o comando do Corpo de Bombeiros.
Peritos federais também foram enviados à universidade para realizar uma análise no local e auxiliar na investigação.
O incêndio provocou grandes prejuízos à instituição. O reitor Alfredo Gomes estima que os danos possam chegar a R$ 100 milhões.
Além dos equipamentos e da estrutura dos laboratórios, o fogo atingiu materiais relacionados a pesquisas acadêmicas. De acordo com o reitor, cerca de 80 dissertações e teses de doutorado estavam vinculadas aos grupos de pesquisa que funcionavam no espaço.
“Outra grande perda no laboratório foram as pesquisas. Funcionavam ali vários grupos de pesquisa, em torno de 80 dissertações e teses de doutorado. É uma perda irreparável porque são dados de 20 anos de pesquisa que também eram guardados nos espaços”, afirmou Gomes.
Durante entrevista coletiva realizada na manhã desta quinta-feira (8), o reitor explicou que o prédio atingido é antigo, mas afirmou que manutenções e revisões da rede elétrica eram realizadas regularmente.
Havia materiais inflamáveis nos laboratórios, mas Alfredo Gomes disse não acreditar que esses produtos tenham provocado o incêndio.
“Estamos querendo entender mais profundamente as causas, para, dessa forma, poder tomar as providências necessárias”, declarou.
O reitor também informou que haverá uma reunião com o comandante do Corpo de Bombeiros e que instâncias internas da universidade foram convocadas para apurar o ocorrido.
“Acionamos também a Polícia Federal, como é de praxe, para fazer a investigação. Não temos nenhuma ideia específica da causa. Precisamos ouvir a perícia para chegar a uma conclusão”, afirmou.
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