Operação Leakage: veja quem são os presos apontados como chefes e integrantes de grupo de tráfico
Polícia Civil cumpriu 37 mandados de busca e apreensão na Bahia e no Paraná

Nove pessoas foram presas durante a Operação Leakage, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia nesta quarta-feira (7/10), contra um grupo suspeito de transportar, armazenar e distribuir grandes quantidades de cocaína. A operação cumpriu 37 mandados de busca e apreensão em Salvador, cidades da região metropolitana, Feira de Santana e Cascavel, no Paraná.
Segundo a Polícia Civil, oito suspeitos tiveram mandados de prisão preventiva cumpridos e um foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo.
Entre os presos está Malena Santos de Moura, farmacêutica que trabalhava na farmácia do Hospital Irmã Dulce. De acordo com as informações da operação, ela foi presa ao chegar ao local para trabalhar e é investigada por guardar e vender drogas.
Em nota, as Obras Sociais Irmã Dulce (OSID) informaram que a instituição permanece à disposição das autoridades para fornecer todas as informações necessárias.
Quem são os nove presos na Operação Leakage
De acordo com a Polícia Civil, os nove presos são investigados por diferentes funções dentro da estrutura criminosa:
- Gabriela Costa de Oliveira- apontada como chefe local do grupo;

- Luís Paulo do Sacramento Palma — apontado como articulador logístico;

- Leonardo de Jesus Ribeiro dos Santos, conhecido como “Léo Gamboa” — apontado como chefe local do grupo;

- Lucas de Jesus Lima dos Santos, conhecido como “PZ” — apontado como auxiliar de logística;

- Luciano Santos da Silva — apontado como chefe local do grupo;

- Adailton Souza dos Santos, conhecido como “Bob” — suspeito de atuar no controle de estoque;

- Douglas Araújo de Oliveira, conhecido como “DG” — apontado como gerente e negociador;

- Malena Santos de Moura — suspeita de guardar e vender drogas;

- Sérgio Bernardo de Oliveira Júnior — apontado como chefe local do grupo e preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo.

As funções atribuídas aos investigados são baseadas nas informações levantadas durante a investigação e divulgadas pela Polícia Civil.
Operação teve participação de cerca de 130 policiais
Cerca de 130 policiais participaram da Operação Leakage. Em Salvador, os mandados foram cumpridos nos bairros de Stella Maris, Gamboa, Itapuã, Cidade Nova, São Caetano e Engenho de Brotas.
As equipes também realizaram ações em Lauro de Freitas, Camaçari e Feira de Santana, na Bahia, e em Cascavel, no Paraná.
A operação foi coordenada pelo Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), por meio da 3ª Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (3ª DTE/BTS), com apoio de outros departamentos da Polícia Civil da Bahia e de equipes das polícias Civil e Militar do Paraná.
Grupo movimentava toneladas de cocaína, segundo investigação
Segundo as investigações, o grupo mantinha uma estrutura destinada ao transporte, armazenamento e distribuição de grandes carregamentos de cocaína.
A Polícia Civil informou que a droga era adquirida em grandes quantidades no Paraguai e transportada inicialmente para o Paraná. De lá, os carregamentos seriam enviados para Salvador e municípios do interior da Bahia.
A investigação aponta que toneladas de cocaína eram movimentadas mensalmente pelo grupo. Os entorpecentes seriam distribuídos para diferentes organizações criminosas.
Dois dos homens presos são apontados como responsáveis pelo recebimento dos carregamentos e pela distribuição das drogas em diferentes pontos.
Investigação identificou galpões, imóveis e veículos alugados
Para armazenar os entorpecentes, os suspeitos utilizariam galpões. Os investigadores também identificaram uma estratégia para dificultar o rastreamento da estrutura usada pelo grupo.
Segundo a Polícia Civil, os investigados alugavam dezenas de imóveis e veículos temporariamente. A estratégia dificultaria a identificação dos locais utilizados para armazenar drogas e dos carros empregados no transporte dos carregamentos.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam drogas sintéticas, armas, balanças de precisão, uma máquina de contar dinheiro, celulares e outros equipamentos eletrônicos.
Justiça determina bloqueio de R$ 25 milhões
Além das prisões e apreensões, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 25 milhões em bens relacionados aos investigados.
Outros 11 veículos também foram bloqueados por suspeita de ligação com o transporte e a distribuição das drogas.
As investigações apontaram ainda a existência de grupos que teriam surgido a partir da organização investigada, além de pessoas responsáveis por receber e distribuir os entorpecentes em diferentes cidades da Bahia.
A Polícia Civil também identificou indícios de que integrantes do grupo estariam envolvidos com o comércio ilegal de armas de fogo.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para esclarecer a participação individual de cada suspeito e identificar outras pessoas que possam fazer parte da rede investigada.
A Operação Leakage busca desarticular uma estrutura apontada como responsável por transportar, armazenar e distribuir grandes quantidades de cocaína entre o Paraná e a Bahia.
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