Aos 103 anos, PM aposentado é condenado por matar homem a tiros em Salvador

O policial militar aposentado Emiliano Melo dos Santos, de 103 anos, foi condenado nesta quinta-feira (24/9) pela morte a tiros de Welton Lopes Costa, em Salvador. O crime aconteceu em agosto de 2021, no Largo Dois de Julho, após o réu presenciar uma discussão entre a vítima e a companheira.

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A sentença foi de 4 anos e 10 meses de prisão, em regime semiaberto, com cumprimento em prisão domiciliar. A decisão foi tomada pelo Tribunal do Júri, realizado no Fórum Ruy Barbosa, no bairro de Nazaré. Cabe recurso.

Segundo informações divulgadas pela TV Bahia, o julgamento foi acompanhado pelo advogado da família da vítima. Durante a sessão, a tese de legítima defesa apresentada pela defesa do acusado foi rejeitada.

Emiliano foi denunciado por homicídio com recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima e por lesão culposa. Além da vítima fatal, a companheira de Welton também foi atingida pelos disparos, mas sobreviveu.

O júri havia sido determinado pela Justiça em 2023, mas só foi realizado nesta quinta-feira. Ao todo, oito testemunhas foram ouvidas, sendo cinco de defesa e três de acusação. O réu também foi interrogado antes dos debates entre acusação e defesa.

Relembre o crime

O assassinato aconteceu em 22 de agosto de 2021. Na ocasião, Welton Lopes Costa foi até uma padaria no Largo Dois de Julho para buscar a companheira.

Segundo relato feito pelo irmão da vítima na época, Welton teria ido até um bar após encontrar a mulher no local e iniciado uma discussão com ela.

Parte da situação foi registrada em vídeo por um morador. Nas imagens, Welton aparece acompanhado da companheira enquanto discutia com o idoso. Em determinado momento, a vítima segue andando de costas para o suspeito.

Logo depois, quando os dois deixam de aparecer na gravação, são ouvidos disparos. Moradores seguraram o aposentado no local até a chegada da polícia.

No dia do crime, Emiliano foi levado ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde prestou depoimento. Na ocasião, alegou legítima defesa e foi liberado. Posteriormente, passou a cumprir prisão domiciliar.

Um dia após o assassinato, o prédio onde o idoso morava foi vandalizado. Moradores escreveram mensagens de ameaça e a palavra “assassino” no muro da residência.

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