Com 32 anos de trajetória mariense conquista tricampeonato baiano de karatê

Aos 48 anos, Luciano Messias Oliveira mantém os treinos em casa, acumula títulos e atribui parte da trajetória ao apoio da família e à inspiração do pai Leonel.

Aos 48 anos e com 32 anos dedicados ao karatê, o atleta Luciano Messias Oliveira, morador de Coração de Maria, conquistou mais um importante resultado na carreira. No último domingo (20/9), durante o XVI Campeonato de Karatê Yudansha Shotokan, realizado em Irará, ele foi consagrado tri campeão baiano na modalidade.

Foto: Arquivo Pessoal

Faixa-preta 3º Dan, Luciano é filiado à Federação de Karatê Yudansha e mantém uma trajetória marcada por títulos, dificuldades e dedicação ao esporte.

Luciano iniciou sua caminhada no karatê ainda jovem. Aos 18 anos, recebeu a graduação de faixa-preta 1º Dan, dando início a uma trajetória que já dura mais de três décadas.

Segundo o atleta, o caminho foi marcado por muitas dificuldades, mas também por conquistas importantes. Ao longo dos anos, ele acumulou títulos como campeão brasileiro por equipe, em Paulo Afonso, campeão de Open de Karatê e vencedores em competições regionais. A conquista em Irará representou mais um capítulo dessa história.

Foto: Arquivo Pessoal

Mesmo com tantos anos de experiência no esporte, Luciano conta que atualmente não possui uma academia própria e realiza seus treinamentos em casa.

Para manter a preparação, ele conta com a orientação do sensei Edney Alves, da Família Alves, a quem considera uma grande inspiração em sua trajetória no karatê.

A rotina de treinamento e a experiência adquirida ao longo de 32 anos foram fundamentais para que Luciano continuasse competindo mesmo aos 48 anos.

Além dos títulos e da dedicação ao esporte, a história de Luciano também é marcada por uma relação de profundo carinho com o pai, Leonel, que também foi karateca.

Leonel continua sendo lembrado pelo atleta como uma das principais referências de sua vida e de sua trajetória no esporte. Luciano conta que o pai fazia o possível para que ele e os irmãos pudessem participar das competições.

“Tenho muito orgulho do meu pai Leonel, que me criou. Não sou filho de sangue, mas ele foi o pai que eu não tive.”

Para o atleta, a presença e o incentivo de Leonel ajudaram a construir não apenas sua carreira no karatê, mas também sua formação pessoal.

Foto: Arquivo Pessoal

Depois de mais uma conquista, Luciano destaca principalmente a gratidão a Deus e à família, que considera seu grande suporte ao longo da caminhada.

Aos 48 anos, o tricampeonato baiano reforça uma trajetória construída com disciplina, perseverança e dedicação ao esporte.

Luciano destacou ainda que a competição representa não apenas uma disputa por medalhas, mas também a oportunidade de continuar honrando a história construída ao longo de 32 anos no karatê e a memória daqueles que estiveram ao seu lado desde o início.

 

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