CONFRONTO EM CAJAZEIRAS: nove mortos tinham passagens por tráfico e porte ilegal de arma, diz SSP
Segundo a Segurança Pública, suspeitos integravam o BDM e estavam no radar por ataques recentes; polícia apreendeu quatro fuzis, pistolas e drogas.

Os nove mortos em Cajazeiras durante uma operação da Polícia Militar tinham passagens por tráfico de drogas e outros crimes. A ação ocorreu nesta terça-feira (15), em Cajazeiras 11, em Salvador.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), os homens também acumulavam registros por roubo, estelionato e porte ilegal de arma de fogo. Além disso, a pasta afirma que eles integravam a facção Bonde do Maluco (BDM).
Ainda conforme a SSP-BA, os suspeitos estavam no radar das forças de segurança por possível envolvimento em ataques recentes na região. Informações repassadas à imprensa também apontam que integrantes do grupo teriam promovido ações armadas contra rivais durante os últimos 30 dias.
Nas redes sociais, imagens atribuídas aos suspeitos mostravam armas e homens fazendo sinais associados à facção. Contudo, as autoridades continuam apurando a participação individual de cada envolvido nos episódios investigados.
Segundo a Polícia Militar, as equipes reforçavam o policiamento e realizavam incursões quando encontraram homens armados. Conforme a corporação, o grupo atirou contra os agentes e fugiu por uma área de mata.
Durante a ação, os policiais localizaram nove suspeitos feridos. Em seguida, as equipes levaram os homens ao Hospital Eládio Lasserre, mas eles não resistiram aos ferimentos.
A PM também informou que outros suspeitos podem ter sido atingidos durante o confronto. Até o momento, porém, as autoridades confirmaram nove mortes.
Além disso, os policiais prenderam um homem e o apresentaram na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Moradores também registraram uma intensa troca de tiros na região durante a operação.

Arsenal tinha quatro fuzis e possível material do Exército
Durante a operação, a polícia apreendeu quatro fuzis, uma carabina calibre 9 mm, uma espingarda automática calibre 12 e cinco pistolas. Além disso, os agentes encontraram carregadores, munições, drogas e celulares.
Entre os materiais estava uma placa de colete balístico. Segundo as informações iniciais, o equipamento pode ter origem no Exército Brasileiro e ter sido desviado.
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A possível origem militar ainda depende de confirmação. Em agosto, o Exército abriu uma investigação sobre o desaparecimento de materiais controlados.
Enquanto isso, as forças de segurança seguem analisando o armamento e os demais objetos apreendidos. A investigação também busca esclarecer os ataques atribuídos ao grupo e identificar outros possíveis envolvidos.
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