Justiça condena homem a 12 anos de prisão pela morte de jovem trans
Kauan Araújo Santos, conhecido como “Jamanta”, foi condenado por homicídio qualificado por motivo torpe

Kauan Araújo Santos, conhecido como “Jamanta”, foi condenado a 12 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato de Kauana Vasconcelos, jovem transexual de 16 anos morta a facadas em 2022, em Ibicaraí, no sul da Bahia.
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O julgamento ocorreu nesta terça-feira (15/9), na Vara Plena do Fórum João Alves de Macêdo, em Ibicaraí. A sessão começou por volta das 8h30 e terminou às 19h. O réu foi condenado por homicídio qualificado por motivo torpe. A Justiça também determinou o pagamento de R$ 80 mil aos familiares da vítima por danos morais.
O assassinato de Kauana Vasconcelos aconteceu no dia 3 de novembro de 2022. Segundo informações do processo, a adolescente estava em uma localidade conhecida como “Pôr do Sol”, no bairro Corina Batista, quando foi convidada por Kauan Araújo Santos para “fazer uma social”.
Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), a situação teria envolvido uma proposta de relação sexual.
Ainda segundo a denúncia, Kauana, o réu e outros dois suspeitos estiveram juntos antes do crime. Moradores relataram à polícia que a adolescente teria sido levada por um homem em uma motocicleta até uma casa localizada na Rua Nova, onde estavam outros dois envolvidos.
De acordo com os elementos apresentados na denúncia, o crime teria ocorrido depois que Kauana se recusou a praticar o ato sexual.
A adolescente teria sido esfaqueada e, posteriormente, arrastada até um terreno baldio, onde, segundo a investigação, houve uma tentativa de afogamento.
Mesmo ferida, Kauana conseguiu deixar o imóvel e pedir ajuda. Ela foi socorrida e encaminhada para um hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
Kauan Araújo Santos foi preso em março de 2023, em São Paulo. Em setembro deste ano, ele foi transferido para o sistema prisional da Bahia para responder ao julgamento.
Durante a análise do processo, a Justiça afastou a qualificadora de feminicídio, crime pelo qual o acusado também havia sido investigado. A condenação desta terça-feira (15) ocorreu pelo crime de homicídio qualificado por motivo torpe.
Inicialmente, a investigação também considerou a participação de outros dois suspeitos na morte de Kauana. No decorrer do processo, porém, a conduta atribuída à dupla foi desclassificada. O MP-BA chegou a pedir que os dois fossem investigados por omissão de socorro com resultado em morte.
Posteriormente, a Justiça entendeu que não havia indícios suficientes de autoria e participação dos outros suspeitos e determinou a separação dos processos.
Com a condenação de Kauan Araújo Santos, o réu deverá cumprir 12 anos de prisão em regime fechado, conforme decisão do Tribunal do Júri em Ibicaraí.
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