Greve dos Correios começa nesta sexta-feira (11) em todo o país
Trabalhadores aprovaram paralisação por tempo indeterminado após negociações terminarem sem acordo; plano de saúde está entre os principais pontos de impasse

Trabalhadores dos Correios iniciam uma greve por tempo indeterminado a partir desta sexta-feira (11/9), com adesão de sindicatos de diferentes estados do país. A paralisação foi aprovada em assembleias realizadas na noite de quinta-feira (10), segundo informou a Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect).
De acordo com a entidade, a decisão ocorre após as negociações da campanha salarial terminarem sem acordo entre os trabalhadores e a empresa. A federação também afirma que houve tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST).
Um dos principais pontos de divergência, segundo a Findect, é o plano de saúde oferecido aos funcionários. A entidade afirma que a direção dos Correios pretende realizar alterações no benefício, medida que é contestada pelos trabalhadores.
Em comunicado, a federação afirmou que a categoria buscou uma solução negociada, mas que não houve consenso sobre questões consideradas fundamentais pelos empregados.
Até a última atualização desta reportagem, os Correios ainda não haviam se pronunciado sobre a paralisação.

Estados e regiões com adesão
Segundo a Findect, sindicatos de diversos estados aprovaram a paralisação. Entre eles estão entidades que representam trabalhadores da Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco, Ceará, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Sergipe, Tocantins, Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá e Distrito Federal.
Também aderiram à greve sindicatos que representam trabalhadores de regiões específicas, como Bauru, Santos e outras localidades.
A assembleia do sindicato do Acre estava prevista para ocorrer nesta sexta-feira (11), segundo a relação divulgada pela Findect.
A paralisação foi aprovada por tempo indeterminado, e a federação não informou, no comunicado, uma data para o encerramento do movimento.
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