Mulher diz ter sido impedida pelo presidente da Câmara de Conceição do Jacuípe de assistir a sessão

Segundo o relato, outras pessoas também foram proibidas de acompanhar a sessão desta quarta (9)

Uma mulher denunciou ter sido impedida de acompanhar presencialmente a sessão ordinária da Câmara Municipal de Conceição do Jacuípe, na manhã desta quarta-feira (9/9). Jaqueline Santana enviou imagens ao FALA GENEFAX nas quais aparece, ao lado de outras pessoas, em uma espécie de antessala do espaço onde a sessão estava sendo realizada.

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Devido às reformas no prédio da Câmara de Conceição do Jacuípe, as sessões estão acontecendo em um “plenário provisório”, com espaço reduzido para acomodar o público.

Segundo Jaqueline, o presidente da Câmara, Carlos Augusto, conhecido como Burrego (PSD), teria determinado que ela e outras pessoas não entrassem no local. A mulher afirma ainda que funcionários e seguranças foram posicionados no espaço.

“Viemos assistir à sessão. Chegamos aqui às 8h e Burrego proibiu a entrada da gente, botou a segurança atrás da gente. Não pode subir”, relatou.

Jaqueline também questionou uma situação que, segundo ela, teria ocorrido durante a sessão anterior. De acordo com a moradora, uma televisão teria sido disponibilizada para que as pessoas pudessem acompanhar a reunião, mas o equipamento teria sido desligado.

“Na sessão passada, colocou aqui na televisão e disse que a gente ia assistir à sessão. O funcionário puxou a tomada. Estamos aqui na Casa da Cidadania. Como é que pode proibir o povo de assistir a uma sessão se é a Casa da Cidadania?”, questionou.

Ainda segundo Jaqueline, funcionários da Câmara teriam ocupado as cadeiras disponíveis no plenário, dificultando o acesso de outras pessoas que pretendiam acompanhar a sessão.

“Sentou todos os funcionários nas cadeiras para a gente não ter lugar. A Câmara de Vereadores de Berimbau está à toa. Nunca existiu um presidente da Câmara para proibir o povo de ouvir, de entrar e assistir à sessão”, afirmou.

Em outro momento do relato, ela criticou o período escolhido para a realização da reforma do prédio. “Teve dois anos para fazer uma reforma de uma Câmara, vem fazer agora, no final de governo? Não existe isso”, disse.

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