Menina de 5 anos é morta pelo pai enquanto dormia
O homem confessou o crime e afirmou aos policiais que matou a filha com o objetivo de atingir a mãe da criança

Um homem de 30 anos foi preso em flagrante nesta terça-feira (8/9) suspeito de matar a própria filha, de 5 anos, enquanto a criança dormia, em Ramilândia, no oeste do Paraná.
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Segundo a Polícia Militar (PM), o homem confessou o crime e afirmou aos policiais que matou a filha com o objetivo de atingir a mãe da criança. A mulher estava trabalhando no momento do crime.
A vítima foi encontrada pela avó paterna, que havia saído de casa e deixado a menina dormindo. Ao retornar, a mulher percebeu que a criança estava com a fisionomia diferente e acionou o atendimento médico.
Equipes de saúde foram chamadas, mas constataram a morte da menina. De acordo com a PM, havia sinais de asfixia na região do pescoço.
O 2º Tenente Rafael de Jesus relatou que a avó paterna havia saído por volta das 10h para ir a um supermercado. Antes de deixar a residência, ela percebeu que o filho estava bastante agitado.
Quando voltou para casa, encontrou a neta deitada. A mulher pegou a criança no colo e percebeu que havia algo errado, acionando imediatamente o apoio médico do município.
A Polícia Militar foi chamada e encontrou o suspeito ainda dentro da residência. Ele não resistiu à prisão e foi encaminhado à Delegacia de Matelândia, cidade vizinha.
Inicialmente, conforme informou o delegado Emanoel Almeida, o homem afirmou que havia tido um surto psicótico acompanhado de ideações religiosas. Posteriormente, porém, apresentou outra versão e disse que matou a filha com a intenção de atingir a mãe da criança.
Segundo a polícia, o suspeito também afirmou que estava sob efeito de drogas no momento do crime.
O caso é investigado pelas autoridades policiais. O homem deverá responder pelo crime de vicaricídio, modalidade de homicídio praticada contra uma pessoa próxima a uma mulher com a finalidade de causar sofrimento ou punição psicológica a ela.
A legislação prevê pena de 20 a 40 anos de reclusão para o crime, com possibilidade de aumento quando a vítima é criança.
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