Marceneiro suspeito de dopar clientes para roubar contas é investigado por prejuízo de R$ 60 mil na Bahia

O marceneiro Carlos Henrique Rosa dos Santos, de 23 anos, preso suspeito de dopar pessoas para roubar dinheiro de contas bancárias em Itabuna, no sul da Bahia, é investigado por causar um prejuízo de pelo menos R$ 60 mil às vítimas.
A informação foi confirmada nesta terça-feira (1º/9) pelo delegado Lucas Pedra, titular da Delegacia de Furtos e Roubos de Itabuna.
Segundo a polícia, quatro pessoas afirmam ter sido vítimas do marceneiro. Os relatos indicam que o suspeito oferecia líquidos ou alimentos supostamente “batizados” às vítimas e, depois que elas perdiam a consciência, acessava aplicativos bancários e realizava transferências.
Três inquéritos policiais foram instaurados e estão em estágio avançado. Uma quarta denúncia também está sendo investigada.
Suspeito está preso e confessou dois crimes
Carlos Henrique está preso no Conjunto Penal de Itabuna. Na segunda-feira (31), ele passou por um novo interrogatório. De acordo com o delegado Lucas Pedra, o suspeito confessou a prática de dois crimes durante o depoimento.
Ainda segundo a polícia, Carlos Henrique afirmou que utilizava apenas um medicamento para dopar as vítimas. A informação, no entanto, deverá ser confrontada com os laudos toxicológicos, que ainda serão concluídos.
Vítimas relatam consumo de bebidas e alimentos
De acordo com os relatos apresentados à polícia, o suspeito utilizava um padrão semelhante nos casos investigados.
Primeiro, ele conquistava a confiança das vítimas. Depois, oferecia algum tipo de bebida, chá ou alimento. Após consumir o produto, as pessoas relatavam sonolência, perda de consciência ou outros efeitos.
Uma das vítimas precisou ser internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) após consumir um alimento oferecido pelo suspeito.
Uma professora de 68 anos, vinculada à Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), foi hospitalizada em uma UTI após consumir um alimento preparado pelo marceneiro.
Enquanto ela estava internada, foram identificadas movimentações financeiras de aproximadamente R$ 40 mil em sua conta bancária.
Um homem de 42 anos relatou ter perdido a consciência depois de ingerir um chá preparado pelo investigado. Segundo o relato, ele só acordou no dia seguinte e descobriu que R$ 7.890 haviam sido retirados de sua conta por meio de transferências via Pix.
Outro homem, de 53 anos, afirmou ter perdido a consciência após consumir bebidas na companhia do investigado. Ele contou que despertou apenas no dia seguinte, em uma unidade hospitalar. Ao recuperar o acesso aos aplicativos bancários, constatou que estava sem o celular e alguns cartões bancários.
Ainda conforme o relato, os cartões foram utilizados em compras não autorizadas que somaram aproximadamente R$ 19,8 mil.
Prejuízo pode aumentar, diz delegado
Somados os valores relatados pelas vítimas, o prejuízo ultrapassaria R$ 67 mil. No entanto, o delegado responsável pela investigação confirmou, até o momento, cerca de R$ 60 mil em prejuízos.
As investigações continuam e, segundo a polícia, o valor pode aumentar à medida que novos elementos sejam analisados e outras possíveis vítimas sejam identificadas.
A polícia também aguarda os resultados dos exames toxicológicos para esclarecer quais substâncias teriam sido utilizadas nos casos investigados.
Relembre como o suspeito teria agido
Segundo os relatos reunidos pela polícia, o modus operandi investigado começava com a aproximação e conquista da confiança das vítimas.
Na sequência, Carlos Henrique ofereceria bebidas, chás ou alimentos. Após o consumo, as vítimas relatavam perda de consciência.
Durante o período em que elas estavam desacordadas ou debilitadas, o suspeito teria acessado contas e aplicativos bancários, realizado transferências e utilizado cartões.
O caso segue sendo investigado pela Delegacia de Furtos e Roubos de Itabuna.
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