Dono do Feira Futebol Clube é alvo de operação que investiga apostas ilegais e lavagem de dinheiro

O empresário Bruno Karttos, proprietário do Feira Futebol Clube, foi alvo de uma operação deflagrada nesta quinta-feira (13/8) para investigar uma organização criminosa suspeita de explorar ilegalmente apostas online, aplicar golpes contra apostadores e lavar dinheiro.

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Um mandado de busca e apreensão foi cumprido na residência do empresário, localizada em um condomínio de luxo em Feira de Santana, na Bahia.

A Operação Aposta Suja foi realizada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) e pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ).

Durante as buscas no imóvel, foram apreendidos dinheiro em espécie, inclusive em moeda estrangeira, um tablet, um celular e dois veículos de alto padrão.

Operação investiga esquema de apostas online

A ação é conduzida pelo CyberGaeco do Ministério Público do Rio de Janeiro, com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI-MPRJ).

Também participam da operação o CyberGaeco do Ministério Público de São Paulo, a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda e o Gaeco do Ministério Público da Bahia.

Segundo as investigações, os envolvidos seriam integrantes de uma organização criminosa voltada à exploração ilegal do mercado de apostas online, à aplicação de golpes contra apostadores e à lavagem de dinheiro.

Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia. As ordens judiciais foram expedidas pela 3ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa.

De acordo com o Ministério Público, o grupo operava por meio de diversos sites de apostas que não possuíam autorização do Ministério da Fazenda.

Ainda segundo as apurações, os valores depositados pelos usuários seriam direcionados para empresas de fachada. As plataformas investigadas também teriam impedido clientes de sacar valores disponíveis nas contas.

O dinheiro obtido com as atividades investigadas teria sido posteriormente movimentado por meio de diferentes operações financeiras, com o objetivo de ocultar sua origem.

Grupo teria movimentado mais de R$ 1,4 bilhão

Um Relatório de Inteligência Financeira (RIF) do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou mais de 800 comunicações de operações suspeitas envolvendo os investigados entre 2022 e 2026.

As movimentações financeiras analisadas no período ultrapassam R$ 1,4 bilhão. Segundo as investigações, mais de R$ 100 milhões teriam sido movimentados, de forma isolada, por uma das empresas investigadas.

O Ministério Público aponta ainda que parte dos recursos teria sido convertida em criptoativos, distribuída entre diferentes contas e enviada para o exterior.

A suspeita é de que essas operações tenham sido utilizadas para dificultar o rastreamento dos valores e, posteriormente, reinseri-los na economia formal.

As investigações seguem para esclarecer a participação dos envolvidos e a extensão do suposto esquema.

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