Motorista de aplicativo denuncia agressão de passageiro após cancelar corrida
Mulher de 48 anos afirma ter recebido vários socos

Uma motorista de aplicativo, de 48 anos, denunciou ter sido agredida por um passageiro após decidir cancelar uma corrida na noite de domingo (9), em Arembepe, distrito de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador. O caso é investigado pela Polícia Civil como lesão corporal dolosa.
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Segundo o relato da motorista, ela foi acionada para buscar três passageiros — uma mulher, o marido e o filho — no Condomínio Jardim das Mangabeiras. Durante o deslocamento dentro do residencial, em direção à saída, ela percebeu que o homem sentado no banco da frente aparentava estar embriagado e carregava um copo.
A motorista afirmou que perguntou ao passageiro se havia bebida no recipiente e ele respondeu que não. Pouco depois, ainda conforme a versão da vítima, o homem teria se alterado e dito que, por estar pagando pela corrida, ela deveria fazer o que ele quisesse.
Diante do comportamento do passageiro, a motorista decidiu cancelar a viagem e informou que levaria o grupo de volta à portaria do condomínio. Segundo ela, o homem se recusou a deixar o carro e iniciou uma discussão.
A mulher que acompanhava o passageiro teria tentado convencê-lo a sair do banco da frente. Nesse momento, a motorista pegou o celular para acionar a Polícia Militar.
De acordo com a vítima, foi então que o passageiro desferiu o primeiro soco, atingindo a região próxima ao ouvido. Ela contou que ficou tonta e, na sequência, passou a receber outros golpes.
“Eu já queria sair do carro. E aí eu consegui sair do carro, ele aí saiu, veio correndo atrás de mim”, relatou.
Ainda segundo a motorista, mesmo após conseguir deixar o veículo, ela foi perseguida, derrubada e continuou sendo agredida. A vítima afirma que recebeu vários socos, principalmente na cabeça, enquanto tentava proteger o rosto.
A mulher que acompanhava o suspeito conseguiu afastá-lo por alguns instantes, permitindo que a motorista fizesse uma nova ligação em busca de ajuda. Conforme o relato, o homem voltou a persegui-la.
A Polícia Militar foi acionada e esteve no local posteriormente. A motorista procurou a Delegacia Territorial de Vila de Abrantes para registrar o caso e, no dia seguinte, realizou exame de corpo de delito.

Suspeito foi ouvido e liberado
Em nota, a Polícia Civil informou que a 26ª Delegacia Territorial (DT/Vila de Abrantes) apura o caso como lesão corporal dolosa praticada por um homem de 46 anos contra a motorista, de 48.
Segundo a corporação, o suspeito foi ouvido e liberado. A Polícia Civil informou ainda que depoimentos estão sendo colhidos para esclarecer as circunstâncias da ocorrência.
A 26ª DT de Vila de Abrantes é uma unidade da Polícia Civil responsável por funções de polícia judiciária e apuração de infrações penais na Região Metropolitana.
A motorista afirmou que ainda não havia sido ouvida pela delegada responsável pela investigação e relatou preocupação com o andamento do caso.
“Eu estou com uma sensação de impunidade muito grande”, afirmou.
Por receio de possíveis represálias, a vítima decidiu preservar informações que possam revelar seu endereço. Ela disse que resolveu tornar o episódio público também como forma de alertar outras mulheres que trabalham como motoristas de aplicativo.
O caso permanece sob investigação da Polícia Civil.
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