Operação Ágio prende 13 suspeitos e mira finanças de facção carioca na Bahia
Força-tarefa com cerca de 500 policiais cumpre mandados em Salvador, na Região Metropolitana e em outros estados contra investigados por homicídios, tráfico, lavagem de dinheiro e extorsão.

Uma força-tarefa formada pelas polícias Militar, Civil e Técnica deflagrou, nas primeiras horas desta quarta-feira (5), a Operação Ágio, voltada ao enfraquecimento de uma organização criminosa de origem carioca com atuação na Bahia.
Até a atualização mais recente, 13 suspeitos haviam sido presos durante o cumprimento de mandados na Bahia, em Pernambuco e no Rio de Janeiro. A operação mobiliza cerca de 500 agentes e tem como um dos principais pontos de atuação o bairro de Cosme de Farias, em Salvador.
Segundo as investigações, o grupo é suspeito de envolvimento em homicídios, tráfico de drogas e armas, lavagem de dinheiro e tentativas de extorsão. As ordens judiciais são cumpridas em diferentes bairros da capital baiana e da Região Metropolitana de Salvador.
Entre as localidades alcançadas pela operação estão Cosme de Farias, Pernambués, Nordeste de Amaralina e Portão, em Lauro de Freitas. As autoridades ainda não divulgaram a identificação dos presos nem o balanço completo do material apreendido.

Além das prisões e da coleta de provas, a Operação Ágio concentra esforços no núcleo financeiro da organização criminosa. A Justiça autorizou medidas destinadas ao bloqueio de bens e recursos vinculados aos investigados.
A estratégia busca reduzir a capacidade econômica do grupo, atingindo valores que, de acordo com a apuração, poderiam ser usados para financiar a compra de armas, a circulação de drogas e outras atividades criminosas.
Celulares, documentos e outros materiais encontrados durante as buscas deverão ser encaminhados para análise e perícia. O conteúdo poderá ajudar a identificar movimentações financeiras, conexões entre integrantes e novos envolvidos.
Facção é investigada por extorsão de provedores de internet
A ofensiva desta quarta-feira ocorre meses depois da Operação Território Livre, deflagrada em fevereiro pelo Ministério Público da Bahia, em parceria com as polícias Civil e Militar.
Na ocasião, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em Dias D’Ávila, Lauro de Freitas e Camaçari. A investigação apurava a atuação de uma organização vinculada ao Comando Vermelho, suspeita de controlar territorial e economicamente o serviço de internet em Dias D’Ávila. Com um dos alvos, foram encontrados R$ 173 mil em espécie.
Segundo o Ministério Público, o grupo utilizava ameaças, intimidações e cobranças ilegais contra provedores locais. A prática teria limitado a livre concorrência e interferido no funcionamento regular de um serviço utilizado pela população.
A Operação Ágio permanece em andamento. Um balanço definitivo com o número de mandados cumpridos, prisões e apreensões deverá ser divulgado pelas forças de segurança.
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