Chefe de grupo criminoso especializado em roubo de cabos elétricos é preso durante operação na Bahia

A Polícia Civil da Bahia prendeu, nesta quinta-feira (30/7), um homem apontado como chefe de um grupo especializado em roubo de cabos elétricos e materiais industriais de alto valor. A prisão ocorreu durante a Operação Cabo de Força, que também cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em Salvador e Camaçari.

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Segundo as investigações, a organização criminosa atuava de forma estruturada desde 2015 e causou prejuízos milionários a empresas instaladas nos polos industriais do Centro Industrial de Aratu (CIA), Aratu e em outros municípios baianos. Em um dos casos, uma empresa registrou perdas superiores a R$ 500 mil.

O suspeito foi localizado em uma residência no município de Camaçari. Conforme informou a Polícia Civil, ele tentou escapar ao perceber a chegada das equipes policiais, mas foi alcançado e preso.

As investigações apontam que ele exercia função de liderança dentro da organização criminosa, sendo responsável pelo planejamento dos ataques, organização da logística, recrutamento de integrantes e participação direta nos roubos.

Outro investigado, irmão do preso e também apontado como integrante do grupo, não foi encontrado durante a operação e é considerado foragido.

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Operação apreendeu veículos, cabos e materiais usados nos crimes

Durante o cumprimento dos mandados, um segundo homem foi preso em flagrante pelo crime de receptação.

Os policiais apreenderam:

  • um carro;
  • uma motocicleta;
  • um reboque;
  • aparelhos celulares;
  • cabos de alta e média tensão;
  • materiais elétricos;
  • ferramentas que, segundo a investigação, eram utilizadas nas ações criminosas.

Empresa ficou seis horas sob domínio dos criminosos

Um dos principais crimes atribuídos ao grupo ocorreu na noite de 19 de maio, em Mata de São João, na Região Metropolitana de Salvador.

Na ocasião, homens armados invadiram uma empresa, renderam funcionários e mantiveram as vítimas em cárcere privado por aproximadamente seis horas.

Durante a ação criminosa, os suspeitos desligaram o fornecimento de energia da fábrica para retirar uma grande quantidade de cabos elétricos e componentes da rede elétrica.

Ainda conforme a investigação, parte da quadrilha transportava o material roubado em uma van, enquanto outro integrante utilizava um veículo utilitário esportivo (SUV) para monitorar a movimentação no entorno da empresa, escoltar o veículo de carga e facilitar a fuga.

As investigações revelaram que os criminosos utilizavam rádios comunicadores, máscaras, luvas e veículos de apoio durante as ações.

Além disso, o grupo retirava os equipamentos responsáveis pelo armazenamento das imagens das câmeras de segurança para dificultar a identificação dos envolvidos.

De acordo com a Polícia Civil, o mesmo modo de atuação foi identificado em roubos registrados contra empresas de Feira de Santana, Simões Filho, Dias d’Ávila e Camaçari.

Os investigadores descobriram ainda que a quadrilha estudava previamente a rotina das empresas, analisando horários de troca de turno, locais com menor vigilância e pontos onde estavam armazenados materiais de maior valor.

Segundo o diretor do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), delegado Moisés Damasceno, o grupo possuía conhecimento detalhado da rotina das empresas antes de executar os crimes.

“As diligências demonstraram que o grupo conhecia previamente a rotina das empresas, os horários de troca de turno, a ausência de vigilância privada durante a noite e a localização exata dos materiais de maior valor. Os criminosos tinham como objetivo exclusivamente a subtração de cabos elétricos e outros insumos industriais”, afirmou.

As apurações também identificaram que um dos investigados utilizava uma motocicleta com placa clonada para dificultar a atuação das forças de segurança.

A Operação Cabo de Força mobilizou 14 equipes policiais e foi coordenada pelo Departamento de Polícia Metropolitana (Depom). As investigações são conduzidas pela 1ª Delegacia Territorial de Mata de São João, com apoio do Departamento de Inteligência Policial (DIP).

Segundo a Polícia Civil, as diligências continuam para localizar os demais integrantes da organização criminosa.

 

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