Defesa de Bolsonaro nega autorização e escancara polêmica sobre vídeo de IA exibido pelo PL
Advogados afirmam que o ex-presidente não participou da produção do conteúdo apresentado na convenção que oficializou Flávio Bolsonaro

A defesa de Bolsonaro afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o ex-presidente não autorizou o vídeo de IA exibido pelo PL. O partido apresentou o conteúdo no sábado, 25 de julho, durante a convenção que oficializou Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência.
Os advogados protocolaram a manifestação nesta quarta-feira, 29 de julho. O documento responde ao pedido de esclarecimentos do ministro Alexandre de Moraes, relator da execução penal.
Segundo os advogados, Jair Bolsonaro “não autorizou a utilização de sua imagem e voz para a produção do vídeo elaborado mediante inteligência artificial referido na decisão”.
A defesa argumentou que as restrições impostas pelo STF impediram um contato entre Bolsonaro e o filho. Flávio está proibido de visitar o pai por 90 dias. Além disso, a decisão suspendeu as demais visitas ao ex-presidente por 30 dias, com exceções previstas pelo próprio Supremo.
Por isso, os advogados sustentam que Bolsonaro não recebeu um pedido de autorização para a criação do material. A manifestação, porém, apresenta a versão da defesa, que ainda será analisada pelo ministro.
O vídeo reproduziu a imagem e a voz do ex-presidente com recursos de inteligência artificial. Logo no início, o conteúdo informava ao público que se tratava de uma simulação. A gravação também apresentava apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro.
Advogados citam uso anterior da imagem
Na petição, a defesa afirmou que os filhos já utilizavam imagens públicas, discursos e entrevistas de Bolsonaro em atividades políticas. Segundo os advogados, essa prática ocorria antes das atuais medidas judiciais.
“Ao menos desde o período em que o Peticionário exercia a Presidência da República, seus filhos sempre utilizaram sua imagem pública no âmbito da atividade político-partidária”, diz um trecho do documento.
A defesa atribuiu esse uso à relação de confiança entre Bolsonaro e os filhos. Ao final, pediu que Moraes considere os esclarecimentos no prosseguimento da execução penal.
A petição tem as assinaturas de Celso Vilardi, Paulo Cunha Bueno, Daniel Tesser, Saulo Segall, Gabriel Domingues e Flávio Bolsonaro, que também atua como advogado no caso.
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