Polícia arromba casa de prostituição e resgata jovem mantida em cárcere privado

Vítima estava sem contato com a família havia cinco meses

Uma jovem foi resgatada por policiais militares após ser encontrada em uma possível situação de cárcere privado e exploração em um estabelecimento conhecido popularmente como “brega”, em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador.

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Segundo as informações atribuídas à Polícia Militar, a vítima estava sem manter contato com a família havia cerca de cinco meses. O resgate ocorreu após outra mulher ligar para o número 190 e denunciar que a jovem era impedida de deixar o imóvel.

Equipes da 52ª Companhia Independente da Polícia Militar foram enviadas ao endereço. Como ninguém abriu a porta e os responsáveis pelo estabelecimento teriam fugido antes da chegada da guarnição, os militares precisaram arrombar o imóvel para retirar a vítima.

Foto: Reprodução

A jovem contou aos policiais que trabalhava no local havia meses, mas era informada de que ainda possuía uma dívida de aproximadamente R$ 7 mil com a suposta responsável pelo estabelecimento, identificada apenas como Mariana.

De acordo com o relato, os valores cobrados estariam relacionados à alimentação e a produtos básicos utilizados durante o período em que ela permaneceu no imóvel. A dívida aumentava e impedia que a jovem conseguisse deixar o estabelecimento.

Esse tipo de cobrança, quando usado para restringir a liberdade da vítima, pode caracterizar exploração por servidão por dívida. Em outras operações realizadas no Norte e Nordeste em 2026, auditores encontraram mulheres submetidas a dívidas abusivas e retenção de pagamentos em casas de prostituição. Os casos não têm relação confirmada com a ocorrência registrada em Lauro de Freitas.

A Polícia Civil deverá apurar as circunstâncias do caso e verificar a possível ocorrência de cárcere privado e outros crimes. As equipes também realizam buscas para localizar a mulher apontada como responsável pelo estabelecimento.

Até a publicação desta matéria, não havia informação sobre prisões nem sobre o endereço exato onde o resgate aconteceu. A idade e o estado de saúde da vítima também não foram divulgados.

 

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