Educador físico é preso suspeito de abusar sexualmente de pacientes durante sessões de liberação miofascial

O personal trainer Maurício Brasil, de 30 anos, foi preso na manhã desta quarta-feira (22/7), em Salvador, suspeito de praticar os crimes de estupro e importunação sexual durante atendimentos apresentados como procedimentos de liberação miofascial. A prisão foi realizada pela Polícia Civil da Bahia, que também cumpriu um mandado de busca e apreensão contra o investigado.
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Segundo a Polícia Civil, Maurício Brasil se apresentava como educador físico e afirmava possuir aptidão para aplicar a técnica terapêutica. As investigações apontam que ele adotava condutas incompatíveis com qualquer finalidade terapêutica durante os atendimentos e solicitava que as pacientes permanecessem apenas com roupas íntimas.
O caso ganhou repercussão em novembro de 2025, quando a enfermeira e influenciadora digital Maria Emília Barbosa denunciou nas redes sociais ter sido vítima de importunação sexual durante uma avaliação física realizada pelo personal trainer. Conforme o relato, ela foi orientada a vestir apenas um biquíni para o atendimento e submetida a posições que a deixaram constrangida, além de uma suposta sessão de liberação miofascial com aproximação excessiva de suas partes íntimas.
A partir da denúncia da influenciadora, outras mulheres procuraram a Polícia Civil relatando situações semelhantes. De acordo com a delegada Marita Souza, responsável pelo caso, outras oito vítimas registraram ocorrências, totalizando pelo menos nove denúncias contra o investigado.
Nesta quarta-feira, a Polícia Civil informou que o suspeito repetia o mesmo modo de atuação com as pacientes e utilizava os atendimentos para praticar os abusos investigados.
Além do mandado de prisão, equipes da 16ª Delegacia Territorial (DT/Pituba) cumpriram um mandado de busca e apreensão no endereço de Maurício Brasil. Durante a ação, foram apreendidos uma porção de haxixe, uma balança de precisão, dois frascos contendo anabolizantes, um aparelho celular, equipamentos eletrônicos e documentos, que serão encaminhados para análise pericial.
As investigações são conduzidas pelo Departamento de Polícia Metropolitana (Depom) e continuam para identificar possíveis novas vítimas e esclarecer completamente os fatos.
Na época das primeiras denúncias, a defesa de Maurício Brasil informou que não se manifestaria publicamente sobre o caso, afirmando que todas as manifestações seriam feitas exclusivamente nos autos do processo. Após o cumprimento do mandado de prisão, a reportagem busca um novo posicionamento da defesa.
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