Operação Vinculum prende três policiais militares investigados por duplo homicídio
Mandados de prisão temporária e de busca e apreensão foram cumpridos em Salvador e Lauro de Freitas.

Três policiais militares foram presos na manhã desta sexta-feira (17/7) durante a Operação Vinculum, deflagrada pelo Ministério Público da Bahia (MPBA) em conjunto com a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) e a Polícia Militar. A ação investiga a participação dos agentes nas mortes de Mateus Daniel Chagas da Silva e do adolescente Kaíque Reis dos Santos, ocorridas em 28 de setembro de 2025, no bairro de São Marcos, em Salvador.
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Além dos três mandados de prisão temporária, a operação cumpriu mandados de busca e apreensão em imóveis localizados em Salvador e Lauro de Freitas, incluindo residências e locais funcionais dos seis policiais militares investigados.
Os seis policiais militares investigados são suspeitos da prática dos crimes de homicídio qualificado e fraude processual.
Segundo o Ministério Público da Bahia, as investigações indicam que as vítimas teriam sido executadas e que a cena do crime teria sido alterada posteriormente, em uma tentativa de sustentar a versão apresentada pelos policiais de que as mortes ocorreram durante um intenso confronto armado.
A investigação busca reunir provas complementares para esclarecer as circunstâncias do caso e apurar a eventual responsabilidade criminal dos envolvidos.
Operação cumpriu mandados em Salvador e Lauro de Freitas
As ordens judiciais foram expedidas pelo 2º Juízo da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Salvador.
Durante a Operação Vinculum, equipes realizaram buscas em residências e unidades funcionais ligadas aos policiais investigados. O material apreendido será analisado para subsidiar o andamento das investigações.
A operação é resultado de uma investigação conduzida de forma integrada pelo Grupo de Atuação Especial Operacional de Segurança Pública (Geosp), pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), pela Corregedoria da Polícia Militar e pela Força Correcional Especial Integrada da Secretaria da Segurança Pública (Force).
De acordo com os órgãos responsáveis, o objetivo é aprofundar a apuração dos fatos, reunir novas evidências e esclarecer as circunstâncias das mortes ocorridas em setembro de 2025.
O inquérito continua em andamento, e as provas coletadas durante o cumprimento dos mandados serão submetidas à análise das autoridades competentes. Os investigados terão assegurados o contraditório e a ampla defesa durante o processo, enquanto as apurações prosseguem para esclarecer a dinâmica dos fatos.
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