Lar de idosos é interditado em Salvador após fiscalização encontrar condições insalubres
Abrigo no bairro de Roma foi fechado pelo MP-BA após denúncias de irregularidades; gestora e três funcionárias foram levadas à delegacia

Um lar de idosos foi interditado em Salvador nesta segunda-feira (13/7) após uma fiscalização identificar graves problemas de higiene, estrutura e assistência aos moradores. O abrigo, localizado no bairro de Roma, foi fechado durante uma ação coordenada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), com apoio da Polícia Civil, da Secretaria Municipal de Saúde e de outros órgãos.
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Durante a inspeção, os agentes encontraram baratas, fezes espalhadas pelo chão, pisos soltos e diversas irregularidades nas instalações. A gestora da instituição e três funcionárias foram encaminhadas à delegacia para prestar esclarecimentos.
Oito idosos estavam no abrigo
O lar de idosos Irmã Elizabete acolhia oito idosos no momento da fiscalização.
Seis deles foram transferidos para outro centro de acolhimento, enquanto os outros dois precisaram ser encaminhados para unidades de saúde. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o estado de saúde dos idosos.
Segundo o Ministério Público da Bahia, a instituição já havia sido notificada em novembro do ano passado após a identificação de irregularidades.
Na ocasião, a gestora assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) comprometendo-se a encerrar as atividades do abrigo e providenciar o retorno das idosas às respectivas famílias.
No entanto, conforme constatado durante a nova fiscalização, o acordo não foi cumprido e o local continuou funcionando normalmente.
Famílias podem responder por abandono de incapaz
De acordo com a promotora de Justiça Ana Rita Nascimento, os familiares dos idosos também poderão ser responsabilizados caso seja comprovado abandono.
“As famílias têm sua cota de responsabilidade também, quando deixam os idosos num local como esse e não voltam para visitar. Isso é abandono de incapaz, então nós vamos buscar as famílias”, afirmou a promotora.
Ainda segundo Ana Rita Nascimento, a situação foi agravada porque a gestora do abrigo sequer possuía uma lista atualizada com os contatos dos familiares dos idosos, o que dificultou o processo de retirada e encaminhamento dos moradores.
O caso seguirá sob investigação para apurar as responsabilidades da administração do abrigo e verificar possíveis crimes relacionados às condições em que os idosos viviam.
As autoridades também irão localizar os familiares dos acolhidos para avaliar a possibilidade de responsabilização por abandono de incapaz, conforme previsto na legislação brasileira.
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