“Estão tentando me fazer de bode expiatório”: Fabrício quebra silêncio e nega crimes em Santo Amaro

Em vídeo publicado nas redes sociais, Fabrício negou participação em homicídios e afirmou estar à disposição da Justiça

Fabrício de Jesus Santana se manifestou publicamente, na tarde desta quarta-feira (8), após ter o nome novamente ligado a investigações de homicídios em Santo Amaro, no Recôncavo Baiano. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele negou qualquer participação nos crimes e afirmou que estaria sendo vítima de informações falsas.

A manifestação ocorre depois da divulgação de que Fabrício foi indiciado pela Polícia Civil no inquérito que investiga o assassinato do cigano Venâncio. De acordo com documento do sistema PJe divulgado pelo FALA GENEFAX, o procedimento tramita na Vara Criminal de Santo Amaro, foi distribuído em 30 de junho de 2026 e tem como assunto “Direito Penal — crimes contra a vida — homicídio qualificado”.

No vídeo, Fabrício afirmou que a situação “passou dos limites” e disse estar sendo prejudicado por publicações que, segundo ele, não correspondem à verdade. “Estão tentando acabar com a minha vida, compartilhando mentiras, informações que não correspondem com a verdade”, declarou.

Ainda durante o pronunciamento, ele negou envolvimento com os crimes atribuídos a ele. “Eu quero aqui esclarecer para a população, para os familiares e para os amigos que eu não tenho nenhum envolvimento com esse crime e não tenho nenhuma participação”, afirmou.

Em outro trecho, Fabrício disse acreditar que estaria sendo usado para desviar o foco das investigações. “Estão tentando me fazer de bode expiatório para desviar o foco dos órgãos competentes, para desviar as investigações e para desviar o foco das autoridades”, declarou.

O nome de Fabrício também já havia sido citado nas apurações sobre o duplo homicídio do vereador Gleiber da Mota Fernandes, conhecido como Gleiber Júnior, e do assessor parlamentar Diego Castro Reis. Os dois foram mortos no dia 9 de novembro de 2025, em uma propriedade rural de Santo Amaro.

A defesa de Fabrício já havia sustentado, em pedido de revogação de prisão temporária, que não existiriam provas concretas da participação dele no duplo homicídio. A reportagem também apontou que a Polícia Civil citou como uma das evidências a conexão de um aparelho celular a uma estação rádio-base próxima à área do crime, enquanto a defesa alegou que a mesma antena também cobriria a região onde o investigado mora.

No pronunciamento desta quarta, Fabrício afirmou que colaborou com as autoridades e que continuará à disposição da Justiça. “Eu colaborei com a Justiça, colaborei com as autoridades e estarei à disposição da Justiça sempre que precisarem”, disse.

Em outro momento do vídeo, Fabrício fez um apelo para que as autoridades investiguem também quem estaria fazendo acusações contra ele. Segundo o investigado, a pessoa que o acusa pode ter ligação com os crimes.

“Peço a todos que busquem a fundo de quem está me acusando, porque essa pessoa que está me acusando possivelmente tem participação nos crimes. Eu peço às autoridades, aos órgãos competentes que busquem a fundo. Peço que não façam vista grossa, porque é o que estão fazendo, focando no bode expiatório e fazendo vista grossa para o possível autor dos crimes”, declarou.

O caso Gleiber Júnior segue sob investigação. Em dezembro de 2025, a Polícia Civil informou a prisão de um homem de 41 anos apontado como suspeito de participação direta no duplo homicídio do vereador e do assessor Diego Castro Reis. Na ocasião, o suspeito foi detido em flagrante por porte de munição de uso restrito durante cumprimento de mandado de busca e apreensão.

 

 

 

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