Operação Ártemis VIII: Polícia Federal combate crimes de abuso sexual infantojuvenil em Santo Estevão

Mandado de busca e apreensão foi cumprido após investigações apontarem a aquisição, o armazenamento e o compartilhamento de mais de 1,5 mil arquivos

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (1º/7), a Operação Ártemis VIII, em Santo Estevão, na Bahia, com o objetivo de combater crimes relacionados ao armazenamento, à aquisição e ao compartilhamento de material de abuso sexual infantojuvenil.

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As investigações são baseadas nos crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), sem prejuízo da apuração de outras condutas que possam ser identificadas durante a análise do material apreendido.

De acordo com a Polícia Federal, as investigações identificaram, até o momento, a aquisição, o armazenamento e o compartilhamento de 1.518 arquivos, entre imagens e vídeos de abuso sexual contra crianças e adolescentes, que teriam sido armazenados e compartilhados por meio de redes sociais e serviços de armazenamento em nuvem.

Durante a operação, foi cumprido um mandado de busca e apreensão, cujo objetivo é reunir novas provas e apreender equipamentos e instrumentos supostamente utilizados na prática dos crimes. O material recolhido será submetido à perícia, que poderá identificar outros delitos eventualmente praticados.

A Polícia Federal destaca que, embora o termo “pornografia infantil” ainda conste na redação do Estatuto da Criança e do Adolescente, organismos internacionais e especialistas recomendam a utilização das expressões “abuso sexual de crianças e adolescentes” ou “violência sexual contra crianças e adolescentes”, por refletirem de forma mais precisa a gravidade da exploração e da violência sofrida pelas vítimas.

Polícia Federal reforça orientações sobre segurança digital

Além da repressão aos crimes, a Polícia Federal reforçou a importância da prevenção. O órgão orienta pais e responsáveis a acompanharem de perto o uso da internet por crianças e adolescentes, adotando medidas que contribuam para reduzir riscos no ambiente digital.

Entre as recomendações estão o diálogo constante sobre segurança na internet, a supervisão do acesso às redes sociais e aplicativos e o incentivo para que crianças e adolescentes comuniquem imediatamente qualquer situação suspeita ou comportamento inadequado observado durante a navegação.

Segundo a PF, a conscientização das famílias é uma das principais ferramentas para prevenir casos de violência sexual no ambiente virtual e fortalecer a proteção de crianças e adolescentes.

 

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