OAB-SP suspende Deolane Bezerra e impede influenciadora de exercer a advocacia

A Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP) suspendeu a advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra Santos, impedindo-a de exercer a advocacia de forma imediata. A decisão foi tomada após a Justiça de São Paulo aceitar a denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), que tornou Deolane ré pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa.

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Segundo a OAB-SP, a suspensão cautelar pode ter prazo inicial de 90 dias, com possibilidade de prorrogações sucessivas, chegando ao limite de 360 dias. Durante esse período, deverá ocorrer o julgamento definitivo do caso no âmbito disciplinar da entidade.

Deolane foi presa no fim de maio durante uma operação da Polícia Civil de São Paulo que investiga um suposto esquema milionário de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Além da influenciadora, a denúncia também inclui Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, apontado como líder da facção criminosa.

Em nota, a OAB-SP informou que todas as infrações atribuídas a advogados são analisadas pelo Tribunal de Ética e Disciplina da instituição. A entidade destacou ainda que os processos disciplinares tramitam sob sigilo, conforme previsto no Estatuto da Advocacia.

“A OAB SP apura todas as infrações que chegam ao seu conhecimento, por representação ou por fatos divulgados publicamente, por meio de seu Tribunal de Ética e Disciplina. Nos termos do art. 72, § 2º, da Lei nº 8.906/94, os processos disciplinares tramitam sob sigilo”, informou a entidade.

A defesa de Deolane afirmou ter sido surpreendida pela decisão e classificou a medida como equivocada. Os advogados da influenciadora alegam que a suspensão foi aplicada sem a observância do contraditório e do direito de defesa.

Em comunicado, a defesa informou que irá recorrer imediatamente da decisão e afirmou confiar nas instituições para reverter a medida.

“Tal medida ocorreu sem o devido respeito ao contraditório e ao prévio direito de defesa. A decisão é equivocada, absolutamente inadequada e será objeto de recurso imediato. A defesa reitera sua confiança nas instituições e adotará as medidas cabíveis para restabelecer a legalidade e o pleno direito de Deolane ao trabalho”, declarou.

O caso segue em tramitação na Justiça de São Paulo e também será analisado pelos órgãos disciplinares da OAB-SP.

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