Caso Deolane Bezerra: STJ analisa pedido para revogar prisão preventiva nesta terça (9)
Influenciadora e advogada está presa desde o fim de maio por suspeita de participação em esquema milionário de lavagem de dinheiro ligado ao PCC

A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) julga nesta terça-feira (9/6) um pedido de liberdade apresentado pela defesa da advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra. O recurso busca reverter a prisão preventiva decretada no âmbito de uma investigação que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
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O processo tramita sob segredo de Justiça. O colegiado responsável pela análise é composto pelos ministros Reynaldo Soares da Fonseca, Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik, Messod Azulay Neto e Maria Marluce Caldas.
Deolane Bezerra foi presa em operação contra o PCC
Deolane Bezerra foi presa no final de maio durante uma operação da Polícia Civil de São Paulo. As investigações apontam que a influenciadora seria suspeita de participar de um esquema milionário de lavagem de capitais supostamente ligado à facção criminosa PCC.
Segundo a polícia, a advogada teria utilizado sua projeção pública e “aparente respeitabilidade social” para conferir aparência de legalidade a recursos oriundos de atividades ilícitas. A defesa da influenciadora nega todas as acusações.
Polícia indicia Deolane e Marcola
Além de Deolane Bezerra, a Polícia Civil também indiciou Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, apontado como uma das principais lideranças do PCC, e outras cinco pessoas pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.
As autoridades investigam movimentações financeiras e possíveis conexões entre os envolvidos, que teriam atuado para ocultar a origem de recursos obtidos de forma ilícita.
Defesa recorre ao STJ
Dias após a prisão, a defesa de Deolane ingressou com um pedido de habeas corpus no STJ para revogar a prisão preventiva. No entanto, a Presidência da Corte rejeitou inicialmente a solicitação sob o argumento de que um recurso semelhante já havia sido apresentado ao Tribunal de Justiça de São Paulo e ainda aguardava análise.
Diante da negativa, os advogados recorreram da decisão e insistiram em uma nova avaliação do caso. O recurso, que também tramita em sigilo, será apreciado pela Quinta Turma do STJ nesta terça-feira.
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