Bahia concentra seis das 10 cidades mais violentas do Brasil; veja quais são

A Bahia concentra seis das 10 cidades mais violentas do Brasil, segundo dados do Atlas da Violência 2026, divulgado nesta terça-feira (26/5) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). O levantamento analisou os índices de homicídios registrados em 2024 em municípios com mais de 100 mil habitantes.
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Entre as cidades baianas presentes no ranking estão Jequié, Juazeiro, Feira de Santana, Porto Seguro, Simões Filho e Camaçari. O município de Jequié, no sudoeste baiano, ocupa a segunda posição nacional, com taxa estimada de 79,4 homicídios por 100 mil habitantes — número mais de três vezes superior à média brasileira, que ficou em 20,1.
O ranking nacional é liderado por Maranguape, no Ceará, com taxa de 87,2 homicídios por 100 mil habitantes.
Confira as cidades mais violentas do Brasil, segundo o Atlas da Violência 2026:
- Maranguape (CE) – 87,2
- Jequié (BA) – 79,4
- Maracanaú (CE) – 74,1
- Itapipoca (CE) – 74
- Caucaia (CE) – 72,9
- Juazeiro (BA) – 71,1
- Feira de Santana (BA) – 67
- Porto Seguro (BA) – 64,6
- Simões Filho (BA) – 64
- Camaçari (BA) – 62,9
Além das cidades do interior e da Região Metropolitana, Salvador também aparece entre os municípios com maiores índices de violência do país. A capital baiana ocupa a 20ª posição geral, com taxa de 52,7 homicídios por 100 mil habitantes, sendo considerada a capital mais violenta do Brasil.
Na sequência aparecem Maceió (45,9), Macapá (45,6), Recife (45,5) e Fortaleza (42,2).
Os números colocaram a Bahia como o segundo estado mais violento do país em 2024, com taxa de 40,9 homicídios por 100 mil habitantes. O estado fica atrás apenas do Amapá, que registrou índice de 45,7.
O levantamento também apontou preocupação em relação aos homicídios de mulheres. Enquanto a média nacional foi de 3,4 mortes por 100 mil habitantes, a Bahia registrou taxa de 5,4. Apesar do índice acima da média brasileira, o estado apresentou redução de 10% nos casos entre 2023 e 2024.
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