MC Poze do Rodo é solto após decisão da Justiça Federal em investigação sobre lavagem de dinheiro

O cantor MC Poze do Rodo foi solto no início da tarde desta quinta-feira (14/5), após decisão da Justiça Federal que revogou sua prisão preventiva no âmbito da Operação Narco Fluxo, investigação da Polícia Federal que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado a bets ilegais, rifas clandestinas e tráfico internacional de drogas.

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O artista, cujo nome é Marlon Brendon Coelho Couto da Silva, deixou o Presídio Joaquim Ferreira, anexo da Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira, conhecida como Bangu 8, no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, após permanecer preso por quase um mês.

Vestindo camiseta branca, bermuda e chinelo, o cantor foi recebido por familiares, amigos e fãs na saída da unidade prisional. Em declaração à imprensa, Poze negou qualquer ligação com organizações criminosas.

“Não tenho ligação e nem envolvimento com nada. Não tenho envolvimento com facção”, afirmou o funkeiro.

A decisão que concedeu habeas corpus ao artista foi assinada pela desembargadora Louise Vilela Leite Filgueiras, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), na quarta-feira (13). Apesar da liberdade concedida, a Justiça determinou o cumprimento de medidas cautelares.

Entre as determinações impostas ao cantor estão o comparecimento a todos os atos do processo, apresentação mensal em juízo, comunicação de mudança de endereço e proibição de deixar a cidade onde reside por mais de cinco dias sem autorização judicial. O artista também deverá entregar o passaporte e não poderá sair do país sem autorização da Justiça.

Na decisão, a magistrada destacou o excesso de prazo das investigações e a ausência de denúncia formal apresentada pelo Ministério Público Federal. Segundo o entendimento da desembargadora, a prisão preventiva não pode ser utilizada como instrumento para facilitar a produção de provas.

A defesa do cantor comemorou a decisão judicial e afirmou que a liberdade dos investigados representa a preservação das garantias constitucionais.

A Operação Narco Fluxo foi deflagrada pela Polícia Federal para investigar uma suposta organização criminosa acusada de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão em transações ilegais. Segundo a PF, o grupo utilizava operações financeiras de alto valor, transporte de dinheiro em espécie e movimentações com criptoativos para ocultar recursos ilícitos.

A ação mobilizou cerca de 200 policiais federais para o cumprimento de mandados de prisão e busca e apreensão em diversos estados brasileiros. Veículos, dinheiro em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos foram apreendidos durante a operação.

Além desta investigação, MC Poze do Rodo já havia sido preso anteriormente em outras operações policiais. Em 2025, o artista foi alvo da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), da Polícia Civil do Rio de Janeiro, sob acusações de apologia ao crime e suposto envolvimento com o tráfico de drogas.

Na ocasião, a Polícia Civil alegou que apresentações do cantor ocorreriam em áreas dominadas pela facção criminosa Comando Vermelho, com presença ostensiva de traficantes armados. A defesa do artista sempre negou as acusações.

Em 2019, o funkeiro também foi preso após um show em Sorriso, no Mato Grosso, durante uma operação policial que investigava consumo de drogas e presença de menores em uma festa.

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