Morte de quatro trabalhadores baianos pode ter ligação com dívida de drogas de uma das vítimas, diz polícia

A Polícia Civil da Paraíba informou que a principal linha de investigação sobre a morte de quatro trabalhadores baianos encontrados em Bayeux, na Região Metropolitana de João Pessoa, aponta para uma suposta dívida de drogas ligada a uma das vítimas. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (9/4), durante coletiva de imprensa.

Segundo a polícia, cinco suspeitos já foram identificados como responsáveis pela execução dos trabalhadores e pela ocultação dos corpos. Todos estão foragidos e possuem mandados de prisão expedidos pela Justiça. Um deles, conforme as investigações, estaria escondido no estado do Rio de Janeiro.

Na noite de quarta-feira (8), um homem suspeito de participação no crime foi preso em uma ação conjunta da Delegacia de Homicídios com a Guarda Civil Metropolitana, em Bayeux. Ele foi localizado em uma casa no bairro Comercial Norte, após quase uma semana de buscas. Com o suspeito, os agentes encontraram o celular de uma das vítimas.

De acordo com a Polícia Civil, o homem preso faz parte de uma organização criminosa que atua na região e já havia sido detido anteriormente por tráfico de drogas. No entanto, os investigadores afirmam que ele não é apontado como o fornecedor de entorpecentes ao trabalhador envolvido na suposta dívida. As diligências continuam para identificar essa pessoa.

Durante a mesma operação, uma mulher que estava no imóvel também foi presa por tráfico de drogas. Segundo a polícia, ela não aparece nas imagens relacionadas ao crime.

Relembre o caso

Os corpos dos quatro trabalhadores foram encontrados na madrugada da última sexta-feira (3), em uma área de mata no bairro de Brisamar, em João Pessoa.

A perícia inicial indica que as vítimas foram mortas cerca de dois dias antes, com disparos de arma de fogo. Três delas estavam com as mãos amarradas para trás. O veículo utilizado no caso teria sido roubado no município de Santa Rita, na Grande João Pessoa.

Devido ao avançado estado de decomposição, não foi possível fazer a identificação visual das vítimas nem determinar, de imediato, a quantidade de ferimentos. Exames cadavéricos foram realizados para confirmar as identidades.

Ainda segundo a polícia, duas das vítimas portavam documentos, mas não há confirmação de que pertenciam a elas. O caso segue sob investigação.

 

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