Padrasto é preso suspeito de matar bebê após se irritar com choro

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu o padrasto de uma criança de 1 ano e 9 meses suspeito de envolvimento na morte da menina, ocorrida na Zona Oeste da capital. O homem foi detido após apresentar contradições durante o depoimento e, posteriormente, admitir ter agredido a vítima.

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Segundo a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), em ação conjunta com a 29ª DP (Madureira), o crime aconteceu na última quinta-feira (2/4), na comunidade do Quiririm, em Vila Valqueire. As investigações indicam que o suspeito estava sozinho com a criança no momento e teria se irritado com o choro da menina, desferindo golpes na região abdominal.

Após as agressões, a criança passou mal, mas não recebeu atendimento imediato. De acordo com os agentes, o homem apenas enviou mensagens à mãe informando que a menina não estava bem. A vítima chegou a ser levada a uma unidade de saúde, porém já deu entrada sem vida.

Inicialmente registrado na 29ª DP, o caso foi encaminhado à Delegacia de Homicídios após a constatação de morte violenta por meio de exames periciais, que apontaram lesões compatíveis com agressões físicas graves. Há ainda indícios de episódios anteriores de violência, sustentados por depoimentos e registros reunidos durante a investigação.

Durante o enterro, realizado no domingo, a mãe da criança afirmou não ter percebido sinais de agressividade por parte do companheiro, a quem descreveu como sua principal rede de apoio. Ela relatou que, no dia do ocorrido, estava em uma entrevista de emprego e só retornou para casa horas depois, quando foi informada de que a filha passava mal.

Por outro lado, pessoas próximas ao pai da criança contestam essa versão. Segundo relatos, o suspeito demonstrava incômodo com a presença da menina e já teria feito comentários indicando que a criança prejudicava o relacionamento. Familiares também afirmam que havia desconfiança prévia sobre o comportamento do homem.

Diante das evidências, a Justiça decretou a prisão temporária do suspeito por 30 dias, com parecer favorável do Ministério Público. A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer completamente as circunstâncias da morte e identificar possíveis responsabilidades adicionais.

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