Casal é preso por fraude eletrônica e lavagem de dinheiro

A Polícia Civil da Bahia, em apoio à Polícia Civil do Mato Grosso, deflagrou na tarde de domingo (29/3) a Operação Bad Fish, com o objetivo de reprimir a atuação de um grupo criminoso especializado em furto qualificado mediante fraude eletrônica. Durante a ação, um casal foi preso em um estabelecimento comercial localizado na Avenida Juracy Magalhães, em Vitória da Conquista.
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As investigações, conduzidas pela polícia judiciária de Mato Grosso, revelaram que o grupo utilizava a técnica conhecida como “phishing” para invadir dispositivos eletrônicos e obter dados pessoais e bancários de vítimas. O método consiste no envio de mensagens e informações falsas que simulam comunicações de instituições confiáveis, induzindo as vítimas a fornecerem dados sensíveis, como senhas, números de cartões de crédito e credenciais bancárias.
De acordo com as apurações, os suspeitos conseguiram acessar o sistema de uma empresa sediada em Cuiabá (MT), de onde capturaram credenciais bancárias de uma vítima. Com essas informações, os investigados invadiram a conta bancária e realizaram transferências para contas de terceiros envolvidos no esquema.
Parte do dinheiro obtido foi convertida em criptoativos com o objetivo de ocultar a origem ilícita dos valores, caracterizando o crime de lavagem de dinheiro. Ao todo, cerca de R$ 34 mil foram desviados.
A operação resultou no cumprimento de oito ordens judiciais, incluindo três mandados de prisão preventiva, dois mandados de busca e apreensão, além de bloqueios de valores em contas bancárias. As medidas foram autorizadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias da Comarca de Cuiabá.
As diligências ocorreram tanto em Vitória da Conquista (BA) quanto no município de Portão (RS), com atuação conjunta das Polícias Civis da Bahia e do Rio Grande do Sul. O casal preso, ambos com 28 anos, foi localizado por equipes do Grupo de Apoio Tático e Técnico à Investigação (Gatti/Sudoeste).
Os suspeitos foram encaminhados a uma unidade policial, onde tiveram as prisões preventivas formalizadas. Eles responderão pelos crimes de invasão de dispositivo informático, furto qualificado mediante fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro, permanecendo custodiados à disposição da Justiça.
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