Logo após a Polícia Civil divulgar que prendeu um traficante responsável por descartar os corpos de tio e sobrinho no caso Atakarejo, familiares de um motoboy se mobilizaram na entrada do Centro de Operações Especiais da (COE) da PC, no Aeroporto, para onde o acusado foi levado. Eles negam o envolvimento dele no crime.
“Ele trabalha como motoboy de aplicativos e passa o tempo todo fazendo entregas. Neste dia, ele estava de folga, sendo que um dos colegas dele, que é mototaxista, estava com a moto quebrada e pediu a dele emprestada. Ele emprestou. Então, o colega que é mototaxista fez uma corrida para um cliente, sem saber que o cliente estava envolvido no crime”, contou a parente do acusado que preferiu não revelar o nome.
No dia 26 de abril, após Bruno Barros e Yan Barros serem detidos furtando carnes, no supermercado Atakarejo de Amaralina, tio e sobrinho foram mortos no Complexo de Amaralina e os corpos deixados no bairro de Polêmica. As vítimas foram colocadas no porta-malas de um carro modelo I30. O veículo estava com placa clonada e havia sido roubado há cinco dias.
O acusado, que possuía mandado de prisão, foi localizado, no Complexo do Nordeste de Amaralina. “A polícia pegou na filmagem a placa da moto dele, sendo que ele não aparece na imagem, um policial me disse isso e ele estava em casa neste dia, porque estava de folga. Ele só emprestou a moto a um colega para trabalhar e teve a prisão decretada. Que absurdo! A polícia precisa investigar mais. O próprio amigo dele, que usava a moto no dia, está vindo para dizer tudo isso”, disse a parente.
Porém, com a 2ª fase da Operação Retomada, a polícia disse que conseguiu identificar o papel de cada um no caso Atakarejo “Conseguimos identificar quem teria participado. Quem teria levado as vítimas para o complexo do Nordeste de Amaralina, quem foram os executores, quem participou do descarte dos corpos e quem foi o mandante. É uma fase de suma importância. Temos o esclarecimento de todos os indivíduos que participaram do crime”, declarou a diretora do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), delegada Andréa Ribeiro.
A delegada não revelou os nomes dos alvos e outros detalhes da investigação, mas ela acredita ter elementos para concluir o inquérito. “Depois da deflagração de hoje (quarta) creio que já tenhamos condições para concluir o inquérito. Agora, é lógico que estamos atentos a novos fatos, novas versões que possam somar ao inquérito policial. O foco da investigação sempre foi direcionado ao fato em si. As vítimas foram arrebatadas dentro da loja e lavadas para o tribunal do crime. Então conseguimos esclarecer os fatos em todo o seu desenrolar, desde o momento em que elas são arrebatadas até o momento em que elas são executadas, chegando no mandante da execução”, disse Andréa.
Na 1ª fase da Operação Retomada, promovida pelo DHPP, no dia 10 de maio, oito pessoas, entre seguranças e traficantes, acabaram presas. Além das capturas, celulares dos envolvidos foram apreendidos e continuam sendo analisados pelos investigadores do DHPP, com suporte do Departamento de Polícia Técnica (DPT).
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