Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil, as agressões começaram na última sexta-feira (16/4) e seguiram até a madrugada de segunda (19/4), quando a criança “ficou agonizando até amanhecer” e a mãe resolveu chamar o Samu.
Ainda de acordo com a polícia, nesse período, a menina não foi devidamente alimentada, recebeu socos, empurrões, pisões, pontapés e sofreu lesões provocadas por um fio de TV, que foi usado como chicote. O fio foi apreendido como instrumento do crime.
As suspeitas de todas as agressões são a mãe da menina e a companheira dela, de 27 e 25 anos, respectivamente, que respondem por tortura. De acordo com a polícia, as duas confessaram o crime, que teria sido motivado por ciúmes.
“A companheira começou a sentir ciúmes da criança, o que foi piorando o relacionamento, até [chegar] agora às agressões”, contou o delegado titular de Porto Real, Marcelo Nunes Ribeiro.
“A mãe da criança alega que, por volta de outubro do ano passado, a companheira começou a sentir ciúmes da criança e começou a maltratar tanto a mãe como a criança. Começou a fazer algumas agressões contra a criança, no que veio a culminar, na última sexta-feira, a essa série de agressões”.
As duas mulheres foram presas na segunda após a criança dar entrada no Hospital de Porto Real e a equipe médica acionar as autoridades.
A menina foi transferida em estado gravíssimo para a cidade vizinha Resende (RJ) para receber atendimento médico especializado. Na manhã desta terça-feira (20/4), a menina estava internada no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Neovida Resende, que funciona anexo ao Samer Hospital.
Procurada pelo G1, a unidade disse que a menina continuava viva, mas o estado de saúde dela não foi divulgado até a publicação desta reportagem.
Investigação em andamento
O Conselho Tutelar foi acionado, e o caso continua sendo investigado. Até a manhã desta terça, pelo menos oito pessoas haviam sido ouvidas, entre elas as suspeitas e testemunhas como policiais militares e guardas municipais.
A polícia informou ainda que conseguiu uma cópia do boletim médico do Hospital de Porto Real que constatava diversas lesões e que coletou informações com a equipe médica que ofereceu os primeiros socorros.
Além disso, a polícia confirmou que a companheira da mãe já tinha antecedentes criminais por lesão corporal e dano a patrimônio público.
As suspeitas devem ser levadas nesta terça para audiência de custódia em Volta Redonda (RJ).
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