Quatro clínicas são interditadas por uso irregular de bronzeamento artificial
Operação identificou equipamentos de bronzeamento artificial, ambientes irregulares e produtos sem registro ou com prazo de validade vencido

Quatro clínicas foram parcialmente interditadas em Salvador nesta quinta-feira (6/8) durante uma operação que combate o uso irregular de equipamentos de bronzeamento artificial para fins estéticos, prática proibida no Brasil. A ação foi realizada pela Polícia Civil da Bahia, com apoio da Vigilância Sanitária Municipal (VISA) e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (Sedur).
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A fiscalização teve como objetivo identificar estabelecimentos que utilizavam equipamentos emissores de radiação ultravioleta (UV) de forma irregular. Durante as diligências, as equipes encontraram aparelhos de bronzeamento artificial, ambientes adaptados para a realização do procedimento e produtos sem registro, com prazo de validade vencido, adulterados ou sem autorização para comercialização no país.
Ao todo, oito clínicas foram fiscalizadas nos bairros da Pituba, São Marcos, Boca do Rio, Pernambués, Brotas e Pau da Lima.
Segundo a Vigilância Sanitária, quatro estabelecimentos foram parcialmente interditados, ficando proibidos de utilizar as áreas destinadas ao bronzeamento artificial até a regularização das irregularidades encontradas.

Os responsáveis pelas clínicas interditadas foram conduzidos à delegacia, onde foram lavrados quatro Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs).
As investigações são conduzidas pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), por meio da Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon).
De acordo com o delegado Felipe Motta, titular da Decon, o uso irregular desses equipamentos representa um risco à saúde da população.

“O uso irregular desses equipamentos, classificados como potencialmente cancerígenos, assim como a utilização de produtos em desacordo com as normas da Vigilância Sanitária, pode expor os consumidores a riscos, provocar lesões corporais e causar reações adversas à saúde”, afirmou.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para apurar possíveis infrações penais, administrativas e sanitárias praticadas pelos estabelecimentos fiscalizados.
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