PF investiga suspeita de fraude e desvio de quase R$ 6 milhões da educação em Serrinha

Operação Caro Leitor apura possível superfaturamento na compra de livros didáticos com recursos do Fundeb

A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, nesta quarta-feira (4), a Operação Caro Leitor, que investiga suspeitas de fraude em licitação e desvio de recursos públicos na compra de livros didáticos para escolas municipais de Serrinha, no interior da Bahia. O contrato investigado tem valor de R$ 5,95 milhões.

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A operação ocorre em quatro cidades: Serrinha e Salvador, na Bahia, além de Fortaleza e Eusébio, no Ceará. Ao todo, são cumpridos 13 mandados de busca e apreensão, sendo quatro na Bahia e nove no Ceará. Entre os locais investigados estão empresas, endereços de pessoas físicas e a Prefeitura de Serrinha.

Livros teriam sido comprados por preços acima dos anunciados pela editora

A investigação começou após uma análise de riscos realizada pela CGU. Os auditores identificaram possíveis irregularidades no Pregão Eletrônico nº 012/2024, incluindo indícios de direcionamento da licitação, vínculos entre empresas participantes e movimentações financeiras suspeitas.

Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi o preço dos materiais. Segundo os órgãos de controle, os livros teriam sido adquiridos por valores significativamente superiores aos anunciados no próprio site da editora responsável.

Os pagamentos foram realizados com recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), por meio de contas municipais que receberam complementação financeira da União.

CL Constrular

PF apura lavagem de dinheiro e organização criminosa

Durante a operação, os agentes buscam documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que possam ajudar a esclarecer as suspeitas.

A Polícia Federal investiga possíveis crimes de fraude à licitação, desvio de verbas públicas, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

As investigações continuam para identificar as responsabilidades e verificar a destinação dos recursos. Até o momento, os elementos divulgados representam indícios sob apuração, e não a comprovação de desvio de R$ 5,95 milhões.

 

 

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